Elton foi submetido ao júri popular na última segunda-feira (25) e acabou condenado depois de um julgamento que durou mais de 10 horas.
Patrícia Gusmão contou ao Olhar Jurídico que temia por uma pena mais branda por conta da júri, formado exclusivamente por homens. “Nenhum deles é mãe, eu corro esse risco, o risco de que eles não se sensibilizem”, confessou ela.
Cerca de oitenta pessoas, a maioria familiares de Maik, estavam presentes no julgamento.
O grupo esperava pelo julgamento e caso a pena fosse considerada menor que o esperado um protesto poderia ser realizado nas portas do Fórum. “Eu era a mãe mais feliz do mundo, eu tinha três filhos maravilhosos e se ele não fosse condenado eu me sentiria muito injustiçada”, lamentou Patrícia.
A sentença contra Elton foi proferida pela juíza Mônica Catarina Perri, titular da Primeira Vara Criminal de Cuiabá, após a votação do Conselho de Sentença que julgou o acusado culpado.
O crime
Maik era um dos organizadores da festa de aniversário de seu irmão na Casa da Árvore, onde ocorreu o crime. Elton teria chegado ao local armado, depois de ter se embriagado e usado entorpecentes. O acusado acabou brigando com uma das pessoas presentes e Maik foi tentar apartar a confusão.
Elton teria então acertado três disparos contra Maik, dois deles quando a vítima já estava caído. O réu também acertou um tiro na perna de uma terceira pessoa, que também tentava apaziguar o conflito.
Depois do crime, o assassino ficou foragido por cerca de três meses e só conseguiu ser encontrado com o auxílio da mãe da vítima, que rastreou os passos do acusado pelo facebook de alguns de seus parentes e amigos. Elton foi preso em Araputanga depois que a Polícia Civil conseguiu acumular os indícios captados por Patrícia.
Da Redação - Lázaro Thor Borges
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