De acordo com as organizadoras, além de arrecadar cabelos, o projeto denominado “Fios de Alegria” foi pensado para promover a reflexão sobre a beleza de ser quem é, além de voltar as atenções para o ‘Outubro Rosa’, mês de conscientização sobre o câncer de mama.
Maria Clara Sampaio, 18 anos, aluna do 3º Ano do Ensino Médio, é a idealizadora do projeto, que está sendo desenvolvido dentro da disciplina de Língua Portuguesa. Em uma tenda montada no pátio do Liceu, ela e as colegas recebiam pessoas interessadas no corte solidário.
“Começamos às 9h30 e, em duas horas, já tínhamos 10 doações, sendo que oito foram alunas da escola e duas de fora, mas que viram a repercussão do projeto e se sensibilizaram com a história que está por trás da ação, ou até mesmo se identificaram com a situação das pacientes”, disse.
É o caso da cabelereira Kelly Batista, de 31 anos, que estava trabalhando como voluntária, fazendo os cortes de cabelos. Kelly foi diagnosticada com câncer no útero e no intestino e perdeu todo o cabelo durante o tratamento.
“Fiquei muito tocada com a ação das meninas, tive a doença e sei que é bastante difícil, ainda mais quando se fala da autoestima e da vaidade dos pacientes. Fiz o tratamento por seis meses e hoje estou curada, não passei por cirurgias”, lembra.
Kelly trabalha no salão de beleza procurado pelas alunas, que pediam o apoio de profissionais. “Assim que minha chefe me falou, topei na hora. Achei incrível. Queria que, na época que fiz o tratamento, outras pessoas tivessem essa sensibilidade. Vai ajudar muita gente, com certeza”.
Ana Luiza Martins, de 9 anos, chegou acompanhada da mãe, Rosa dos Reis Borges. Ela ficou sabendo do projeto na aula de balé, que faz junto com a filha de uma professora da escola.
“Fomos convidadas para participar, conversei com a Ana, disse que seria por uma boa causa e ela topou”, disse.
A menina sentou na cadeira e teve seu cabelo longo cortado até a altura dos ombros. “Eu fiquei meio em dúvida quando a minha mãe disse, não queria. Mas, agora aqui, estou muito feliz por saber que estou fazendo uma boa ação”, disse a menina, que foi aplaudida pelo grupo de estudantes.
Cunho social
Professora de Língua Portuguesa, Eliane Andrade, explica que suas aulas se estenderam para fora das salas. “Temos executado projetos que passam pela produção teórica e prática. Além desse, temos alunos desenvolvendo trabalho com idosos, cegos, moradores de rua e outros”, lembrou.
Segundo a educadora, a proposta é fazer projetos com cunho social. “Temos que despertar nesses jovens esse poder de mudança, de transformação. Temos que ir além do ensino pedagógico dentro das salas, por isso, apresentei os temas e eles escolheram de acordo com as afinidades”.
Os cabelos arrecadados serão transformados em perucas e, em seguida, entregue para pacientes em tratamento no Hospital de Câncer de Mato Grosso. Maria Clara lembrou que o projeto quer restaurar a autoestima dessas mulheres.
“Eu passei por isso, e muitas das colegas também. Perdi meu pai com câncer dois meses após ele ser diagnosticado com a doença. Queremos que elas saibam que são lindas durante essa batalha”, finalizou.
As informações são da assessoria da Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc)
Da Redação - Patrícia Neves
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