A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou na terça-feira, 29 de agosto, a realização de pesquisas para a construção de duas hidrelétricas no norte de Mato Grosso, na fronteira com o estado do Amazonas. As hidrelétricas Quebra Remo e Inferninho serão construídas entre unidades de conservação e terras indígenas.
De acordo com previsão da própria Aneel, as hidrelétricas poderão inundar uma área de 665 Km², região cinco vezes maior que a área urbana de Cuiabá que é de 126,9 Km². Os Estudos de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE) são anteriores ao licenciamento ambiental e servirão para entender qual a rentabilidade do empreendimento e calcular a previsão da produção de energia elétrica conforme a vazão dos rios.
O grupo responsável pelos estudos é a empresa paranaense Intertechne Consultores, que assinou projetos das hidrelétricas como a de Belo Monte e do rio Teles Pires em conjunto com grandes construtoras. Uma terceira usina, a de Sumaúma, já teve os estudos de viabilidade autorizados, mas a Intertechne até o momento não entregou os resultados à Aneel.
Caso o projeto saia do papel, as Usinas de Quebra Remo e Inferninho vão atingir pelo menos duas áreas indígenas e outras oito unidades de conservação. A UHE Quebra Remo, instalado no Rio Ariupuanã, poderá atingir principalmente a Terra Indígena Arara do Rio Branco, inundando 21,2 Km² da região. A UHE Inferninho, instalada no Rio Roosevelt, poderá alcançar a Terra Indígena Tenharim do Igarapé Preto, no Amazonas e outras oito unidades de conservação, seis delas em Mato Grosso. São elas: Estação Ecológica do rio Roosevelt, Parque Estadual do Tucumã, Estação Ecológica do rio Madeirinha, Reserva Extrativista Guariba – Roosevelt e Floresta estadual de Manicoré no estado do Amazonas, além do Parque Estadual do Guariba e do Parque Nacional dos Campos Amazônicos, ambos no estado vizinho.
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