Para 2018, o salário mínimo poderá aumentar 4,5% e passar dos atuais R$ 937 para R$ 979, a partir de 1º de janeiro. O novo valor com acréscimo de R$ 42 está previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), sancionada pelo presidente da República, Michel Temer na última quarta-feira (9). Estudos realizados pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socieconômicos (Dieese) apontam que, em julho, o salário mínimo deveria ser de R$ 3,810 mil para suprir as necessidades básicas das famílias. De acordo com o Dieese, o valor atual do mínimo está defasado em 17 anos.
Para o economista Edisantos Amorim, se confrontado o reajuste de R$ 42 no valor do mínimo com o cenário de desemprego elevado, custo de vida alto e taxa de inadimplência superior a 50% da capacidade de pagamento de grande parte da população, os efeitos do reajuste são anulados. Contudo, se considerado o cenário de deflação e a possibilidade de novos cortes na inflação ao longo do ano - com patamar mínimo previsto -, o aumento do salário mínimo é positivo, contrapõe o economista.
Para Amorim, os setores mais beneficiados com os reajustes do piso são o comércio e de serviços. “Neste momento as pessoas estão consumindo menos por conta da inadimplência e porque o poder de compra diminuiu”, expõe. “Com preço deflacionado o trabalhador começa a ter uma sensação de poder de compra melhor”.
Na opinião do vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio/MT), Roberto Peron, o novo valor do salário possibilita o consumo à parcela da população que depende dessa renda. “Acho que a correção do salário deve ficar compatível com a inflação acumulada, mas não acima disso, para não impactar outros segmentos”, pondera.
O acréscimo de R$ 42 sobre o salário mínimo atual é irrisório, na opinião do integrante da diretoria da Federação de Aposentados e Pensionistas de Mato Grosso (Fedapi), Gerson Borges de Moraes. “Em linhas gerais é um aumento irrisório, ínfimo, comparando com a necessidade que os aposentados têm”. Para ele, o argumento que um reajuste maior no salário mínimo aumentaria o deficit previdenciário não se sustenta.
“Enquanto isso, outros segmentos recebem reajustes maiores e salários muito superiores”. Ele observa ainda que invariavelmente após o aumento salarial os preços dos produtos são majorados. “Então, continua tudo igual ou até pior”.
Fonte: Silvana Bazani, repórter de A Gazeta
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