Em entrevista ao site oficial da Fórmula 1, brasileiro se diz contente com temporada atual, mas ressalta que precisa apenas resolver o "problema de sorte"
Felipe Massa se despediu da Fórmula 1 de uma maneira emocionante no GP do Brasil de 2016. Mas a súbita aposentadoria de Nico Rosberg fez com que o brasileiro deixasse os chinelos de lado e voltasse a usar o macacão, já que a Williams precisava de um piloto experiente para guiar o novato Lance Stroll em sua primeira temporada. Apesar de ter sido constantemente o melhor do resto nos treinos classificatórios, Felipe não tem conseguido traduzir a performance em resultados durante as corridas. Nesta entrevista exclusiva ao site oficial da Fórmula1, o paulista falou sobre este e outros assuntos, principalmente sobre a possibilidade de seguir competindo na maior categoria do mundo.
F1: a aposentadoria da aposentadoria está funcionando da maneira que você esperava?
Felipe Massa: Quando decidi me aposentar, não tinha expectativas de seguir competindo. Mas tudo mudou com a decisão do Nico, mudando também minha decisão. Estou muito feliz agora, de volta à ação e me preparando da melhor maneira possível. Estou muito feliz com minha maneira de guiar o carro, mas triste pela falta de sorte até o momento. Dois pneus furados, um na Rússia e um na Espanha, e o problema no Canadá (em que foi acertado por um desgovernado Carlos Sainz). Muito azar, eu diria. Mas como disse, estou muito feliz pela performance que tenho mostrado.
F1: dos sinais que você tem dado, existe alguma chance de guiar em 2018?
Felipe Massa: Talvez sim. Eu falei sobre isso há algumas semanas. As coisas vão bem. Eu me sinto competitivo, bem como com o carro que estou guiando. Amo as novas regras, que funcionam muito bem para o meu estilo de pilotagem. A única coisa que ainda falta resolver “é o problema da sorte”. Então não vejo por que não continuar.
F1: O que você precisa para continuar por mais uma temporada?
Felipe Massa: Estar em um time que eu acredite ser o melhor para mim. Uma equipe que possa me dar um carro competitivo e que me faça sentir bem. Aí eu fico. Não quero continuar, mas sem estar feliz ou competitivo.
F1: as chances de Valtteri Bottas retornar para a Williams, diante do sucesso dele na Mercedes, são pequenas. Sem falar que a Williams precisa de um piloto experiente e não há muitos no mercado. Você e a equipe já começaram a conversar?
Felipe Massa: não, ainda não conversamos. Mas eu não tenho pressa. Estou aproveitando minha situação corrida a corrida, e aí chegará o tempo em que precisaremos conversar. Tenho certeza que será em breve.
F1: você é décimo no Mundial de Pilotos. Esperava por mais?
Felipe Massa: Sim, claro. Meu objetivo é ser o sétimo. Logo atrás dos pilotos dos três grandes times. Será difícil, mas se eu tivesse terminado as corridas em que tive problemas, estaria bem perto desta posição.
F1: o seu companheiro, Lance Stroll, é bem mais novo. É certo que ele está aprendendo com você, mas há coisas que você aprende com ele, com a nova geração de pilotos?
Felipe Massa: tenho certeza de que ele aprende mais comigo do que eu com ele. É um grande passo da F3 para a F1. Você precisa mudar o modo como pilota e a sua mentalidade. Ele só tem 18 anos, mas é talentoso e bem agressivo em algumas áreas.
Lance Stroll e Felipe Massa, Formula 1 (Foto: Editoria de arte)
Antes de começar a falar do futuro, Massa tem o GP da Áustria daqui a duas semanas, em 9 de julho. A pista é tradicionalmente boa para a Williams, que teve Massa na pole em 2014, e no terceiro lugar do pódio no ano seguinte.
Fonte: globoesporte.globo.com
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