Bem-vindo(a). Hoje é Juruena - MT

Atoleiro BR-163 - Pará - divulgação /
Chuvas fortes e atoleiros registrados no trecho não asfaltado da BR-163 estão impedindo que a soja chegue aos portos do Norte do país, o que resulta em prejuízos de 400 mil dólares ao dia, com a impossibilidade de embarcar o produto, informou nesta sexta-feira a associação que representa as indústrias da oleaginosa no Brasil (Abiove).
Segundo a Abiove, os 178 quilômetros da rodovia sem pavimentação, entre Sinop (MT) e Itaituba (PA), estão com sérios problemas para o tráfego neste mês, resultando em longas filas de caminhões que transportam a soja de Mato Grosso, numa nova rota de exportação do país que ganhou força com a implantação de novos portos no Norte recentemente.
No início da semana, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, já havia dito que a exportação pelo chamado Arco Norte ficará abaixo da expectativa, com as empresas remanejando as cargas para os portos do Sul e Sudeste.
As chuvas reduziram a capacidade de tráfego da rodovia de 800 para 100 caminhões/dia, e, desde o dia 14 de fevereiro, já não chegam caminhões nos terminais fluviais de Miritituba (PA), onde a soja é repassada para barcaças, que seguem pelo Rio Tapajós para alcançar portos fluviais no Rio Amazonas que despacham finalmente o produto para exportação em graneleiros.
Para cada dia em que os portos ficam impedidos de embarcar mercadorias, pela falta do produto represado na BR-163, o prejuízo para as empresas é de 400 mil dólares diários, considerando os chamados custos de elevação e "demurrage" (sobre-estadia) do navio, segundo cálculos da Abiove e da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).
"Além desse ônus, há prejuízos incalculáveis com descumprimento de contratos, riscos financeiros com produtores e armazéns e, sem dúvida, riscos para a imagem do Brasil", disse a Abiove em nota.
As chuvas que tornam problemático o tráfego na rodovia estão limitando o ritmo da colheita em fevereiro em Mato Grosso, maior produtor de soja do Brasil. Mas, como os trabalhos começaram adiantados este ano, mesmo com as precipitações da área colhida é maior que no mesmo período do ano passado, atingindo 66 por cento do total plantado, o que aumenta a pressão sobre a logística.
A Abiove e a Anec estimam que nesta safra serão embarcados pelos terminais de Miritituba e Santarém (PA) cerca de 7 milhões de toneladas de soja e milho. De acordo com empresas associadas, há caminhoneiros que agora levam 14 dias para transportar a mercadoria em um percurso de mil quilômetros. Nesse período, teria sido possível fazer uma viagem de ida e volta para Santos (SP) ou Paranaguá (PR), os principais portos do Brasil.
Segundo a Abiove, o asfaltamento da BR-163 é de responsabilidade do governo federal, sobretudo do Ministério dos Transportes e do DNIT. Os trabalhos do controle de tráfego e ordenamento, inclusive com sistema de siga e pare, cabe ao Ministério da Justiça e da Polícia Rodoviária Federal. Cabe também ao Departamento de Engenharia do Exército dar o suporte necessário para obras emergenciais.

Fonte: Reuters (foto: divulgação/arquivo)
Marcadores: ,

Postar um comentário

O Portal DN Notícias não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional, inseridos sem a devida identificação do autor ou que sejam notadamente falsos, também poderão ser excluídos.
Lembre-se: A tentativa de clonar nomes e apelidos de outros usuários para emitir opiniões em nome de terceiros configura crime de falsidade ideológica. Você pode optar por assinar seu comentário com nome completo ou apelido. Valorize esse espaço democrático Agradecemos a participação!

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.