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Prefeito de Juruena, Bernardo Crozetta.

Crozetta preside uma comissão composta por mais cinco prefeitos de municípios daquela região do Estado. A principal preocupação dos representantes é a BR-174.  Para Crozetta, a economia do noroeste está 100% ligada a rodovia. Sem logística, os negócios não funcionam e os trabalhadores desempregados acabam caindo na ilegalidade. Por conta disso, segundo o chefe de gabinete, o desmatamento ilegal surge como uma opção.

“A nossa região hoje tem mais de 150 mil habitantes e as empresas já não geram emprego suficiente. Então, a solução para muita gente é a grilagem de terra, o desmatamento ilegal, e tudo isso acontece por falta de emprego”, explica o chefe de gabinete de Juruena.

Além de Juruena, a região no noroeste por onde passa a BR-174 engloba os municípios de Cotriguaçu, Castanheira, Colniza, Aripuanã e Juína. A rodovia apresenta condições ínfimas de trafegabilidade: sem pavimentação, pontes caídas e atoleiros que se multiplicam no período chuvoso.

O principal entrave para a pavimentação são as seis áreas indígenas que margeiam a rodovia. O trabalho não pode ser iniciado até que seja feito um estudo de impacto para a região. A análise, no entanto, pode demorar até dois anos para ser concluída. Para driblar a burocracia, o governo do Estado pretende firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público Federal (MPF) visando dar início as obras mesmo sem a conclusão dos estudos. A estratégia é apoiada pelos prefeitos e representantes do noroeste.

Fonte: Olha Direto

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