DIEGO FREDERICI
Os produtores do agronegócio mato-grossense tem poucos motivos para reclamar de 2016, um ano multibilionário para os exportadores das commodities produzidas no Estado. De acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), a balança comercial no ano passado teve saldo positivo de US$ 11,4 bilhões. Multiplicando pela cotação do dólar nesta terça-feira (03) – onde a moeda dos Estados Unidos é vendida a R$ 3,258 -, chega-se a impressionantes R$ 37,1 bilhões.
O número elevado, entretanto, é o mais baixo registrado no Estado nos últimos cinco anos e ligeiramente menor do que o aferido em 2015, quando a balança comercial de Mato Grosso fechou o ano com saldo positivo de US$ 11,7 bilhões, ou R$ 38,2 bilhões de acordo com a cotação do dólar desta terça-feira. A principal diferença entre os dois anos está no volume de exportações, que no ano passado foi de US$ 12,5 bilhões – US$ 482,3 milhões a menos que em 2015.Na série histórica recente, 2013 foi o ano de maior ganho para os empresários do agronegócio mato-grossense, que obtiveram saldo positivo na balança comercial de US$ 14,1 bilhões. O volume de importações em 2016 também foi o menor registrado nos últimos cinco anos em Mato Grosso, somando US$ 1,1 bilhão de acordo com o MDIC.
Municípios
Entre os municípios de Mato Grosso, o maior exportador de 2016 foi Sorriso (418 km de Cuiabá). Com população estimada em 82.792 habitantes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – e conhecida como a maior produtora individual de soja no mundo -, a cidade do interior do Estado obteve saldo positivo na balança comercial de US$ 1,2 bilhão.
Nova Mutum (262 km de Cuiabá) e Primavera do Leste (237 km da capital) tiveram saldo positivo na balança em US$ 623,6 milhões e US$ 595,1 milhões no ano de 2016, respectivamente, figurando em segundo e terceiro lugar no ranking dos municípios de Mato Grosso que obtiveram melhor resultado na diferença entre exportações e importações.
Cuiabá teve saldo positivo de US$ 222,1 milhões, segundo o MDIC.
Desindustrialização
As chamadas “commodities”, produtos in natura geralmente produzidos pelo agronegócio, ainda são os campeões das exportações no Estado. A soja teve participação na balança comercial mato-grossense de 44,53% e volume de negócios da ordem de US$ 5,6 bilhões. O milho em grão, que no comércio com o exterior gerou US$ 2,4 bilhões em 2016, também responde por parte importante do saldo, detendo 19,1% deste mercado.
A categoria “carnes desossadas de bovino, frescas ou refrigeradas” teve aumento de faturamento de 26,7% na comparação com 2015, passando de US$ 139,1 milhões para US$ 176,4 milhões em 2016.
A queda das exportações do óleo do soja, porém, pode ser um indício de um processo de desindustrialização pelo qual passa Mato Grosso. Em 2015 o faturamento desse seguimento contabilizou um volume de negócios de US$ 229,6 milhões. Já em 2016, a cifra atingiu US$ 123,3 milhões – queda de 46,2% na comparação entre os dois períodos.
Fonte: Folhamax
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