Bem-vindo(a). Hoje é Juruena - MT

Imagem:JLSiqueira 

Tarso Nunes 

Como os deputados, mesmo com 5 sessões, 4 extraordinárias, não votaram a Lei Orçamentária Anual (LOA), a Assembleia vai retomar as sessões em 10, 11 e 12 de janeiro para apreciar a mensagemOs deputados estaduais utilizaram cinco sessões, quatro extraordinárias e uma ordinária, para limpar a pauta e decretar o recesso branco a partir desta quarta (21). O Projeto de Lei do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) foi aprovado em primeira e segunda votação com oito emendas.

Como os deputados não votaram a Lei Orçamentária Anual (LOA), a Assembleia vai voltar as sessões em 10, 11 e 12 de janeiro para votar a mensagem.Em relação ao Fethab, O deputado Zeca Viana (PDT) articulou as mudanças junto com representantes da Federação da Agricultura e Pecuária (Famato). Entre as principais modificações, destinar 100% da verba do recurso recolhido das commodities (soja, algodão, gado) para recuperação e pavimentação de rodovias.Num primeiro momento, o governador Pedro Taques (PSDB) queria que 30% dos recursos fossem utilizados, por exemplo, para pagar salários. O Executivo cedeu para que o recolhimento do Fethab adicional seja até 2018 por pressão do agronegócio, ao contrário do projeto original, cujo prazo era 2022.

O pedetista afirma que o produtor vai recolher a contribuição do Fethab, uma vez que será investido em rodovia. “Não como vinha sendo feito nos últimos oito anos, que desvirtuou e não foi aplicado. Vamos ter transparência com a alteração do conselho e participação dos produtores nas destinações da verba e a prestação de contas da verba destinada aos municípios”, explica.

O presidente da Famato, Rui Prado, afirma a medida agrada a todos, uma vez que o Estado é carente de investimento em logística. “Toda população utiliza estradas, inclusive, pessoas que precisam ir e vir com doentes, com a produção. É proposta que agrada a todos”, explica.

O clima mais tenso foi quando o deputado Valdir Barranco pediu vista do Fethab. Após negociações com os colegas, o petista devolveu a proposta com a garantia de que o projeto do limite de gastos não seja enviado à Assembleia em janeiro e, sim, em fevereiro para discussão. Além do projeto do teto, outras matérias ficaram para 2017, como as reformas administrativa e tributária, e a Lei Orçamentária Anual (LOA).O governo estima recolher em 2017 o valor de R$ 1,3 bilhão, sendo R$ 700 milhões do fundo na cobrança sobre commodities e R$ 600 milhões dos recursos recolhidos sobre o óleo diesel, dividido igualmente entre o governo e municípios.

O setor produtivo, à época do governo Silval Barvosa (PMDB), chegou a ingressar na justiça para que os recursos destinados a habitação e Infraestrutura fossem garantidos. Ocorre que, segundo eles, parte do valor estaria sendo usado para pagamento de salários e, quando Pedro Taques assumiu, ele assegurou que usaria os recursos conforme determina a lei.

Outras mudanças

Foram alterados no projeto original a composição do Conselho Diretor do Fundo, conta específica para recolhimento do fundo ao invés de conta única como queria o governo e criação do Conselho Municipal do Fethab com prestação de contas. As mudanças ocorreram após 2 dias de reuniões entre deputados, secretários do governo e produtores rurais.

O novo Conselho Diretor da verba do Fethab recolhido das commodities será composto por cinco membros do governo (secretários de Infraestrutura e Logística; Planejamento - Seplan; da Fazenda - Sefaz; Desenvolvimento Econômico - Sedec; e Casa Civil). E outros cinco dos presidentes dos representantes dos contribuintes do fundo (Famato, Aprosoja, Ampa, Acrimat e Cipem.



Fonte: RDNEWS
Marcadores: ,

Postar um comentário

O Portal DN Notícias não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional, inseridos sem a devida identificação do autor ou que sejam notadamente falsos, também poderão ser excluídos.
Lembre-se: A tentativa de clonar nomes e apelidos de outros usuários para emitir opiniões em nome de terceiros configura crime de falsidade ideológica. Você pode optar por assinar seu comentário com nome completo ou apelido. Valorize esse espaço democrático Agradecemos a participação!

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.