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Adriana Nascimento

Apesar do jogo de cena do presidente do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), Guilherme Nolasco, de divulgar que a autarquia volta a funcionar 100% na próxima segunda-feira (20.06), pois uma suposta notificação sobre a ilegalidade da greve teria sido recebida por alguém do sindicato das categorias Indea e Intermat, a realidade é bem outra. Nenhuma das informações procede. Como ainda não foi apresentada solução por parte do governo para o pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA) de 11,28% os servidores que compõem a base do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal do Estado de Mato Grosso (Sintap), continuam com os braços cruzados em todas as 141 unidades do Indea e Intermat. A diretoria da entidade garante o cumprimento da lei de greve com até um pouco mais do que o mínimo que é de 30% no caso do Indea, em revezamentos nas barreiras fixas e volantes e postos fiscais. Tudo para garantir o status sanitário do Estado de Mato Grosso. “Nossa greve é responsável e sabemos que emitir Guias de Transporte Animal (GTA) não é a prioridade neste momento”, informa a presidente Diany Dias.


Assim, a greve continua mais firme do que nunca e, ainda que haja a ameaça de corte de ponto para os servidores de ambas as autarquias, a resistência da base se mantém coesa e forte. Além disso, conta com o apoio dos demais servidores dos outros sindicatos que compõem o Fórum Sindical, entidade que têm lutado lado a lado com o Sintap nas fileiras da guerra que se tornou a reivindicação deste que é um direito garantido por lei. O Sintap lembra que o mais incoerente é que o governador faz sempre questão de frisar que este é um estado legalista e de transformação. Contudo, não cumpre o que manda a lei: pagar a revisão salarial dos servidores ainda que tenham sido apresentadas diversas alternativas pelo Fórum para fortalecer o caixa do Estado.Entre as propostas, três delas foram indicadas pelo Sintap. Em uma a diretoria tenta, desde fevereiro a implantação da taxação das commodities agrícolas e a volta da identificação da madeira. Outra saída, dessa vez lembrada pelo próprio Taques, seria fortalecer o Intermat para recuperar R$ 500 bilhões em ativos imobiliários que dependem apenas de melhor estrutura deste órgão. Todavia, o Governo tem colocado os mais diversos empecilhos para implantar as sugestões da parte do Indea ainda que uma delas (identificação da madeira) já tenha sido julgada e garantida sua volta pela Justiça. A alegação é de que o local onde a identificação é feita no Distrito Industrial está em comodato para outro sindicato e retirá-lo de lá demanda tempo. Isso se torna, no mínimo, incoerente num momento em que o Estado precisa, mais do que nunca, ser ágil para garantir os interesses do cidadão e a economia do Estado.



Queda e perigo

Para se ter uma ideia do quanto o Indea é importante para a economia estadual, somente na unidade de Rondonópolis, em média, nos períodos de 1 de junho a 15 de junho o normal é emitir 800 GTAs sendo apenas 30% feita pelo módulo produtor e o restante pelos servidores do Indea. Nesta primeira quinzena de greve, esse número caiu para 320, sendo esse número, em sua maioria, emitido pelo chamado módulo produtor, que só tira com a finalidade de abate. O do servidor é completo onde pode ser tirada GTA para todas as finalidades, tirar relatório de histórico de GTAs por qualquer período ou correção de divergência de saldos, comunicar vacinas como, por exemplo, de aftosa, brucelose e raiva. Sendo que, nos dois primeiros casos de vacinação, se não forem feitas as devidas comunicações no escritório do Indea, isso impede o produtor de tirar GTAs para abate no módulo produtor.



Fonte: Assessoria Sintap
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