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Nos meses de fevereiro e março deste ano foram derrubados 172 quilômetros quadrados de áreas florestais, segundo o Imazon

Divulgação
Mato Grosso carrega o peso de ser responsável por 81% do desmatamento registrado na Amazônia Legal
Aline Almeida
Da Reportagem

Mato Grosso continua sendo um dos estados que mais desmatam. O Estado registra um aumento de 190% no desmatamento entre os meses de fevereiro e março deste ano, em comparação com mesmo período do ano passado.

Neste ano, nos meses citados, foram derrubados 172 quilômetros quadrados (km²) de áreas florestais, enquanto em 2015, no mesmo período, foram 60 km². O Estado carrega ainda o peso de ser responsável por 81% do desmatamento registrado na Amazônia Legal. Na segunda colocação aparece o Estado de Rondônia, com 9%.

Os números são do Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Eles mostram ainda que, de fevereiro a março deste ano, a maioria do desmatamento ocorreu em áreas privadas, ou sob diversos estágios de posse, o que corresponde a 88% do total.

O restante do desmatamento (12%) ocorreu em assentamentos da reforma agrária.

Entre os dez municípios da Amazônia que mais desmataram, oito são de Mato Grosso. Marcelândia e Feliz Natal, dois municípios que saíram da lista crítica do MMA, lideram a lista dos municípios do bioma amazônico que mais registraram desmatamento, com 27,9 km² e 26 km², respectivamente.

Os outros municípios mato-grossenses que constam na lista são: Nova Maringá (13 km²), Juína (12.2 km²), Santa Carmem (10.5 km²), Aripuanã, (8.6km²) Diamantino (7.6 km²) e Juara (7.4 km²).

Vale ressaltar que o Estado já assumiu o compromisso de reduzir a emissão de gás carbônico em até seis giga toneladas até 2030, acabar com o desmatamento ilegal em Mato Grosso até 2020 e recuperar 2,9 milhões de hectares de áreas de preservação permanente e reservas legais.

A meta do desmatamento é dez anos antes da meta estabelecida no país, zerar o desmatamento em Mato Grosso. Para isso, o Estado trabalhará com o tripé produzir, conservar e incluir, são estimados investimentos de R$ 39 bilhões em 15 anos para alcançar a meta. No final de março, foi publicado o decreto nº 468, que instituiu o Comitê Estadual da Estratégia PCI, que será responsável por implantar e acompanhar o cumprimento das metas.

Dados – O Instituto do Homem e Meio Ambiente apontou ainda que as florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 281 quilômetros quadrados em fevereiro e março de 2016. Em relação a fevereiro e março de 2015 houve um aumento de 339%, quando a degradação florestal somou 64 quilômetros quadrados.

De acordo com o Sistema de Alerta e Desmatamento, em março deste ano, 61% da área florestal da Amazônia Legal estavam cobertos por nuvens, sendo que os estados com mais cobertura o Amapá (91%), o Pará (77%) e o Amazonas (63%).

Fonte: Diário de Cuiabá  
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