Segundo o boletim da equipe técnica epidemiológica, da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Mato Grosso apresentou 14.817 casos notificados de dengue nos três primeiros meses de 2016, o que significa um aumento de 246% em comparação ao mesmo período de 2015, quando foram registradas 4.277 notificações da doença.
Um óbito em decorrência da dengue foi confirmado, no município de Juína. Ainda existem dois óbitos sob investigação, sendo um em Aripuanã e outro em Araguaiana.
Em relação ao zika vírus, 12.788 casos suspeitos foram notificados. No ano passado foram 9.034 casos notificados. Porém, estes números ainda podem sofrer alteração devido a atrasos nas atualizações dos sistemas de informação dos municípios. Até o momento, 113 municípios registraram casos suspeitos e 57 estão classificados como de alto risco para transmissão da doença, entre eles Araputanga, Cuiabá, Reserva do Cabaçal, Cáceres e Várzea Grande.
Sobre a febre chikungunya já foram registrados este ano 534 casos suspeitos, com incidência de 16 casos por 100 mil habitantes. No ano passado foram 315 casos. Até o momento, 96 municípios não notificaram casos de febre chikungunya.
Prevenção
Diante do crescente aumento de casos das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e a situação de risco para epidemia no estado, a Secretaria de Saúde (SES) recomenda às Secretarias Municipais de Saúde que mantenham a rede atenta para o diagnóstico precoce da doença e o manejo correto para que os óbitos sejam evitados. Além disso, estão sendo realizadas atividades de vistoria, orientação e prevenção, principalmente nos municípios silenciosos e de maior incidência.
Para intensificar as medidas de vigilância, prevenção e controle da doença a SES também monitora semanalmente a progressão dos casos. Além disso, capacitações são realizadas com os profissionais para habilitar médicos e enfermeiros na detecção precoce dos casos, atendimento oportuno, tratamento adequado e reabilitação dos mesmos, quando se fizer necessário.
O alerta vale também para a população mato-grossense, que tem papel importante na prevenção, uma vez que 90% dos criadouros são encontrados nos domicílios. As medidas de prevenção e controle que devem ser tomadas são simples e práticas, como fechar a caixa d’água de forma adequada; não acumular vasilhames, lixos e embalagens no quintal; verificar se as calhas não estão entupidas; e colocar areia nos pratos dos vasos de planta.
Fonte: Lorrana Carvalho | SES-MT
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