Mato
Grosso tem para este ano o menor estoque de bovinos machos, com mais de
24 meses, dos últimos 9 anos. Os números da segunda etapa da vacinação
contra febre aftosa de novembro/14 revelam que o estoque de animais
machos prontos para abate é 3,9 milhões de cabeças, conforme dados do
Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT). Esse
resultado é reflexo do grande volume de matrizes encaminhadas para o
abate entre os anos de 2011 e 2013 que comprometeu a oferta de animais
para reposição nos anos seguintes.
A
pedido da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), o
Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) trabalhou em
uma perspectiva para o curto prazo, para os próximos dois anos. Os
resultados revelam que a oferta de boiadas deve melhorar no ano que vem,
mas que o grosso dos animais disponíveis para abate chegará somente em
2017. De acordo com o superintendente da Acrimat, Olmir Cividini, o estoque para
2016 tende a aumentar, porém ainda de forma contida, alcançando 3,96
milhões de cabeças, representando um acréscimo de 1,6% em relação a
2015. Já para 2017 a expectativa é que haja um maior estoque de animais
aptos ao abate, ultrapassando as 4 milhões de cabeças.
O
estudo lembra que a partir de 2013 o clima favoreceu a produção de
forragem e deu condições para que fatores como reprodução e
produtividade fossem determinantes para o bom desempenho dos animais.
Dessa forma, aliados às boas condições para a produção no campo, os
ótimos preços da arroba do boi gordo e da reposição desencadearam em
mais um ciclo de retenção de fêmeas. Entre 2013 e 2014 o volume de
matrizes (acima de 24 meses) encaminhadas ao abate diminuiu 13,5%,
passando de 2,56 milhões de cabeças para 2,21 milhões de cabeças.


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