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Com 40 anos de experiência em registros audiovisuais, sendo os últimos vinte especializados em fotos e vídeos com populações tradicionais e indígenas da Amazônia, o fotógrafo e cineasta Laércio Miranda participa neste domingo (31) em Tóquio, no Japão, do Congresso Internacional Mestiçagens e Globalização. Promovido pela Universidade de Estudos Estrangeiros de Tóquio, o evento contará com representantes de 26 embaixadas luso-hispânicas, além da participação de conferencistas de vários países, professores e estudantes de graduação, mestrado e doutorado de universidades japonesas.

Além da palestra “Desenvolvimento sustentável na Amazônia – culturas, vidas e perspectivas de seringueiros e comunidades indígenas”, que será ministrada dentro do painel Cultura Indígena, vários de seus vídeos e registros fotográficos terão exibição durante todo o período do Congresso.

O fotógrafo conta que o convite foi feito por intermédio da professora Izumi Nozaki, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que possui pós-doutorado em Educação pela Tsukuba Gakuin University, do Japão. “Os organizadores viram os vídeos que dirigi em meu canal do youtube e aceitaram a indicação”, explica Laércio, que já trabalhou com diversas organizações não-governamentais de vários estados do Brasil e entidades como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

“Minha vivência com comunidades indígenas e tradicionais começou no final da década de 70, quando morei com os Xavante e trabalhei em uma aldeia onde hoje é a terra indígena Parabubure”, explica Laércio. “Em 2005 dirigi, com o apoio da comunidade, um vídeo sobre um ritual de passagem dos rapazes Xavante, todo falado em sua língua original”, complementa.

Já com as comunidades ribeirinhas dos rios Guariba e Roosevelt, esteve na região em 1992 fazendo o registro fotográfico dos rios Guariba e Roosevelt para um projeto da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) que tinha como objetivo subsidiar o governo para a criação da Reserva Extrativista. “Tenho uma profunda gratidão a esses povos por terem me ensinado a ver bem além da superfície das primeiras impressões, ou da frieza dos textos acadêmicos e por me abrirem os olhos para a sabedoria com que se relacionam com a vida, na simplicidade do cotidiano”, finaliza.​
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