Apesar da citação e da prisão dos irmãos Milton e Odair Geller, a PF e o Ministério Público Federal (MPF) já emitiram notas informando que o ministro não é investigado na operação. O advogado dos irmãos Geller, Murillo Silva Freira, informou que ainda aguarda decisão da Justiça Federal sobre pedido de reconsideração do pedido de revogação da prisão preventiva contra eles, que ainda se encontram sob poder da PF no Centro de Custódia de Cuiabá.A operação Terra Prometida é parte das investigações sobre uma suposta quadrilha envolvida com exploração ilegal das terras do projeto de assentamento Itanhangá. Segundo o MPF, grandes fazendeiros e empresários lideravam a quadrilha.
Segundo a denúncia, eles se interessavam por lotes do assentamento e, com auxílio de pistoleiros, forçavam os assentados a vender os lotes.Paralelamente, os envolvidos na quadrilha também empreendiam fraude na documentação das terras dentro do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).Por fim, as terras acabaram sendo utilizadas para monoculturas, com grandes fazendas e até um clube de prova de laço. Ao todo, 52 mandados de prisão preventiva foram expedidos contra os suspeitos.
Ministro
De acordo com o depoimento do trabalhador encontrado pela reportagem da TV Centro América nas imediações no projeto de assentamento em Itanhangá, o ministro chegou a explorar cerca de 600 hectares de terra dentro da área. O denunciante afirmou que tem conhecimento dos fatos porque chegou a trabalhar com extração de madeira entre meados de 1999 e 2000 nas terras supostamente exploradas por Neri Geller.Segundo ele, o agora ministro da Agricultura circulava rotineiramente pelas terras. “Era comum, era normal. Na época, ele era simplesmente vereador em Lucas do Rio Verde”, lembrou.Sobre as investigações, nesta quarta-feira o ministro se pronunciou durante sessão da Comissão para Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, em Brasília. “O ministro Neri Geller, o cidadão Neri Geller, não tem absolutamente nada a temer”, afirmou.
“A Polícia Federal tem que investigar, o Ministério Público tem que acompanhar. Talvez tenha equívocos lá no assentamento, talvez tenha erros. Se tiver esses erros, que sejam corrigidos. Se tiver pessoas que estão fraudando, que sejam penalizadas. Eu não tenho que falar que vem um tiro contra mim. Talvez, em função da liderança que eu exerço hoje como ministro, acabam os holofotes se virando para mim”, defendeu o ministro
Fonte: G1MT
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