Ele lembra que no início deste ano, o reajuste ultrapassou 200%, saindo de uma média de R$ 2,50 para R$ 8 (kg). “É uma cultura apropriada para trabalhar com irrigação controlada. A época das águas facilita o aparecimento de praga e a ‘queima’ (ataque de fungos) do tomate. Não são resistentes todas as variedades”. Segundo o coordenador da Empaer, o tomate volta a ser o “vilão” do bolso de todos brasileiros, sem exceção. Para os mato-grossenses, o preço fica mais “salgado” porque o Estado não produz.
O supervisor de Vendas da rede Compre Mais, Derli Locatelli, conta que, há 3 semanas, o quilo do tomate nos supermercados da rede custava R$ 1,99 e hoje está em R$ 4,39. Ele explica que os fornecedores de Goiânia já estão com problemas na oferta do alimento por causa da chuva e outras regiões produtoras, como São Paulo e Curi- tiba, atendem outras demandas, o que acaba pressionando o preço. “É o contrário do leite, que tende a baixar agora porque está chovendo”, compara o supervisor, ao ressaltar que o valor repas- sado ao consumidor depende do preço do fornecedor. “Se com- prar barato, a gente vende barato. É um produto que madura e perde”.
Dica- É possível colocar as condições climáticas a favor do orçamento familiar. Conforme Alencar, enquanto o tomate e as folhagens encarecem com a chuva, outros alimentos ficam mais baratos (melão, melancia, abóbora, beringela, quiabo). “Uma coisa compensa a outra. Agora é a época propícia para outras culturas. A orientação é que os consumidores passem a consumir esses produtos”. Lição que Maria Beatriz, 41, conhece bem. A dona de casa já começou a tirar o tomate da lista de compras. “A gente gosta, mas daqui a pouco virá ‘artigo’ de luxo”, brinca.
Fonte: A Gazeta
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