Depois de faltar na Câmara, ministro da Economia chega ao Senado
Segundo
seguranças do Senado, o ministro pediu que todos os jornalistas e
servidores fossem retirados dos corredores da Casa no momento da sua
chegada. O Senado atendeu ao pedido de Guedes e proibiu a circulação de
pessoas, mesmo credenciadas, no momento da chegada do ministro.
Normalmente,
os jornalistas credenciados podem circular livremente pelos corredores
das comissões do Senado, por onde o ministro passa para acessar à
reunião. A segurança do Senado informou que a determinação foi um pedido
do ministro "por questão de segurança" .
Depois
da confusão, o Ministério da Economia divulgou uma nota na qual
"lamenta" o episódio ocorrido entre jornalistas e a segurança
legislativa, no corredor de acesso à Comissão de Assuntos Econômicos do
Senado, e disse que Guedes não pediu a retirada de repórteres e
assessores.
"O
ministério informa que, em nenhum momento, solicitou que qualquer
cidadão fosse retirado dos corredores em função da presença do ministro
Paulo Guedes e pede desculpas por qualquer eventual transtorno", diz o
texto da pasta.
Guedes chegou ao Senado acompanhado de secretários do seu ministério. A reunião na CAE já começou e está sendo transmitida ao vivo.
Considerado o fiador da reforma da Previdência, Guedes não foi à Câmara na terça-feira por temer se tornar alvo de ataques dos deputados. No
fim de semana, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o presidente da
República, Jair Bolsonaro, haviam trocado farpas em torno da articulação
da reforma da Previdência.
Em viagem ao Chile, Bolsonaro disse que já tinha feito tudo o que podia fazer pela reforma e que 'a bola estava com o Parlamento'. A resposta do Congresso foi rápida. A
Câmara desengavetou uma proposta de 2015 - uma emenda constitucional
(PEC) - que tira poder do Executivo para mexer no Orçamento da União e a
aprovou em dois turnos na noite de terça-feira.
Hoje,
o Orçamento já é engessado. O governo tem margem para cortar apenas 10%
dele, fatia que corresponde às chamadas despesas não-obrigatórias,
basicamente custeio e investimentos. Com a PEC, esse percentual cai para
cerca de 3%, o que vai contra uma das principais bandeiras de Guedes,
que é desvincular e desindexar todas as despesas.
A aprovação da PEC na Câmara foi considera uma derrota para Bolsonaro e contou com votos do seu partido, o PSL, e de outros deputados da base aliada. Diante da pressão dos deputados, o governo já avalia fazer concessões na reforma da Previdência.
Na terça-feira, 13 partidos anunciaram apoio à reforma mas se opuseram a dois pontos :
mudanças nas regras do benefício pago a idosos de baixa renda e na
aposentadoria rural. São justamente os dois itens que o governo avalia
rever, segundo fontes.
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