| Mauro Mendes recebe dicas de Blairo Maggi para aderir ao PP |
Mauro Mendes e Blairo Maggi fizeram um pacto mútuo para estarem no mesmo palanque nas urnas de outubro próximo. Um jura avisar o outro sobre cada passo político daqui para frente. A ideia e discurso, unificados nas conversas rotineiras e incendiados por aqueles que estão raivosos com o governador Pedro Taques, apontam para oposição. Querem contrapor o chefe do Executivo do PSDB, que vai com tudo na busca por novo mandato, embalado pela força da máquina e pelo poder da caneta.
Em princípio, Mauro, hoje no PSB, enxergou possibilidades de ingresso no DEM, mas já desconfia do que podem aprontar os irmãos Júlio e Jayme Campos, caciques do partido. Se correr para o Democratas, hoje mais com Taques do que com a oposição, Mendes tocaria uma pré-campanha equilibrando-se no fio da navalha.
Senador licenciado, ministro da Agricultura e se movimentando para a reeleição, Blairo sugeriu que o ex-prefeito cuiabano se abrigue no PP. Promete-lhe apoio incondicional e logística para a campanha ao governo bancada pelos barões do agronegócio. Eraí Maggi, primo de Blairo, batizado de rei da soja e financiador de campanhas majoritárias, seria o articulador desse movimento pró-Mauro.
O ex-prefeito de Cuiabá só não decidiu oficialmente recuar do DEM, onde já colocou um pé, e correr com os dois para o PP porque o seu afilhado político, deputado federal Fábio Garcia, insiste na tese de que a agremiação dos Campos seria a melhor alternativa. Fabinho já está dentro do DEM. Tem ligação próxima com os Campos e se tornou amigo do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, que, por meio de Fabinho, diz assegurar o nome de Mauro como preferido do Democratas à sucessão estadual. Mesmo assim, o ex-prefeito sente que o DEM pode fechar com Taques.
Embora não sustente em público o que está se “amarrando” no privado, a dupla Mauro-Blairo quer surpreender Taques. Deseja levá-lo em banho-maria o máximo que puder. E ainda tenta quebrar outra perna do governador, cooptando para o time da oposição o vice Carlos Fávaro, presidente regional do PSD.
Fechando esse bloco, capitaneado por Mauro e Blairo, seria aberta a Fávaro a candidatura de vice de novo, mas desta vez longe do parceiro tucano. Fávaro é do agronegócio e, como tal, segue dicas e orientações dos primos Blairo e Eraí. Por enquanto, garante não pular do barco do governador, mas vive flertando com aqueles que querem distância do palanque governista.
O cenário para as disputas majoritárias, envolvendo um assento de governador e dois de senador, seguirá confuso e indefinido ao menos pelos próximos três meses.
Fonte: RD News
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