Para dar transparência em relação às obras que estão sendo executadas nas rodovias de todas as regiões de Mato Grosso, o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, apresentou relatório executivo, nesta quarta-feira (04.10), para 10 entidades que compõem a Rede do Controle da Gestão Pública.
Dentre os assuntos abordados, Marcelo Duarte detalhou o Pró-Estradas Concessões: Programa de Parcerias com o Setor Privado para Investimentos na Logística de Mato Grosso. O evento aconteceu na sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e contou com autoridades dos órgãos de controle e fiscalização de obras.
A apresentação foi bem recebida pelos integrantes da Rede de Controle. O conselheiro substituto do TCE, Moisés Maciel, destacou que a atual gestão da Sinfra passa por uma “revolução administrativa” jamais vista. E que o programa de concessões é um exemplo desse choque de gestão.
No encontro, o secretário da Sinfra explicou que a expectativa do Governo do Estado é atrair na primeira fase do programa investimentos privados na ordem de R$ 1,5 bilhão, com a concessão de três trechos de rodovias estaduais, com grande potencial de escoamento da produção agrícola e de cabeças de gado.
“A rede de controle de combate à corrupção é um grupo dos principais órgãos do estado e do país que se uniram para discutir a melhoria da eficiência do serviço público e combater a corrupção. Por isso, sempre fazemos questão de apresentar nossos programas para avaliação criteriosa e competente das entidades que compõem a rede. Nós trouxemos nosso projeto cumprindo o nosso compromisso de transparência. Nós estamos visitando os órgãos e as principais instâncias de controle do estado para colher subsídios, opiniões e ideias porque não é um projeto da Sinfra, e, sim, do Estado de Mato Grosso”, declarou o secretário da Sinfra.
Rodovia concessionadas
Só nesta 1ª fase do Pró-Estradas Concessões, serão concedidos à iniciativa privada 525 quilômetros de rodovias, divididos em três trechos (Alta Floresta, Alto Araguaia e Tangará da Serra). Estima-se que o programa irá gerar mais de 3,5 mil empregos, impulsionando o desenvolvimento regional.
O conselheiro substituto do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Moisés Maciel, explicou que o órgão irá acompanhar o processo que receberá investimentos bilionários. Destacou a meta do governo de arrecadar cerca de R$ 74,5 milhões em outorga paga ao estado, que se trata de uma arrecadação direta importante do poder público para enfrentar a crise econômica que impacta o país.
“É um grande avanço para o Estado de Mato Grosso. Vamos receber um grande volume de investimentos privados e o plano de concessões já nasce com uma estrutura de governança bem delimitada. Os órgãos de controle vão acompanhar a evolução deste trabalho, atuando na medida de suas responsabilidades institucionais”, pontuou Moisés.
Ainda, de acordo com o conselheiro, a Sinfra tem avançado na administração pública e o plano de concessão é o resultado dessas mudanças. “A Sinfra é uma agência governamental que tem avançado bastante na sua governança interna. Há muito para fazer, planejamento, projeto de qualidade e prática do preço justo. A Sinfra teve uma grande revolução administrativa, que, na verdade, está em curso. Então precisamos de mais investimentos, mais atenção para esta importantíssima agência governamental”, pontuou o conselheiro.
O Estado planeja fazer contratos de 30 anos, e que tenham constantes investimentos na reabilitação funcional da rodovia, na recuperação permanente do pavimento, em melhoramentos e também na manutenção frequente.
Ainda dentro do programa, serão destinados R$ 1,6 bilhão para conservação da malha rodoviária. Serão destinados à iniciativa privada os trechos da rodovia MT-100, próximo a Alto Araguaia; da rodovia MT-246, de acesso a Barra do Bugres; e na rodovia MT-320/208, em Alta Floresta.
“Esta é uma construção importante para Mato Grosso e para o país. Vejo que tem sido feito com a responsabilidade que o tema merece. A equipe da Sinfra vai tratar isso de uma forma responsável, e esperamos que isso de um retorno para a população de Mato Grosso, especialmente sabendo que o crescimento econômico pode gerar mais empregos e oportunidades para o cidadão”, disse o auditor federal de controle externo do TCU, Alexandre Cavalcanti.
A Rede de Controle da Gestão Pública surgiu da ideia de aproximação institucional dos órgãos de Controle e Fiscalização com a finalidade de desenvolver ações direcionadas à fiscalização da gestão pública, ao combate à corrupção, ao incentivo do controle social, ao compartilhamento de informações e à capacitação dos agentes públicos.
Diversas instituições estiveram presente ao encontro. Participam do Rede de Controle da Gestão Pública a Advocacia Geral da União (AGU); Caixa Econômica Federal (CEF); Conselho Regional de Arquitetura e Urbanismo (CAU); Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA); Controladoria Geral do Estado (CGE); Controladoria Geral da União (CGU); Ministério Público de Contas (MPC); Ministério Público Estadual (MPE); Ministério Público Federal (MPF); Polícia Federal (PF); Receita Federal do Brasil (RFB); Tribunal de Contas do Estado (TCE); Tribunal de Contas da União (TCU); Procuradoria Geral do Município de Cuiabá (PGM), Controladoria Geral do Município de Cuiabá (CGM), Procuradoria Geral do Estado de MT e Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção.
UNICOM
Para dar transparência em relação às obras que estão sendo executadas nas rodovias de todas as regiões de Mato Grosso, o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, apresentou relatório executivo, nesta quarta-feira (04.10), para 10 entidades que compõem a Rede do Controle da Gestão Pública.
Postar um comentário
O Portal DN Notícias não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional, inseridos sem a devida identificação do autor ou que sejam notadamente falsos, também poderão ser excluídos.
Lembre-se: A tentativa de clonar nomes e apelidos de outros usuários para emitir opiniões em nome de terceiros configura crime de falsidade ideológica. Você pode optar por assinar seu comentário com nome completo ou apelido. Valorize esse espaço democrático Agradecemos a participação!