Uma planta frigorífica em Juruena, a 589 km de Cuiabá, perdeu o Serviço de Inspeção Federal (SIF), de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O gerente administrativo da empresa, Sebastião Moraes da Silva, disse ao RD News que não estava sabendo do fato e que por motivos de logística do estado a empresa está paralisada há cinco anos.
A informação da suspensão consta no relatório divulgado nesta segunda (4) pelo Imea. O órgão que controla, suspende e gera novas habilitações é o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que confirmou a decisão. De acordo com o Mapa, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dispoa) verificou que o frigorífico estava sem realizar abates e sem comercializar desde 2012.
Sebastião explica que a empresa (SIF 2011) parou de funcionar por causa das péssimas condições das estradas que ligam os municípios de Juruena e Castanheira. De acordo com ele, desde 2010 é esperado que a estrada de terra de 110 km entre os dois municípios seja asfaltada.
O gerente argumentou que o transporte de carne não pode ser feito em vias assim por causa das condições sanitárias e higiênicas exigidas pelos órgãos de controle. Além disso, ele contou que o trecho tem 28 pontes e 14 bueiros.
Apesar de contar que particularmente não está sabendo da suspensão do Mapa, diz que a medida pode ser mudada. “Construindo a estrada, nós reativamos a planta. Depois disso, o SIF é uma situação que pode ser revertida, já que nós podemos, quando a planta voltar a funcionar, apresentar um novo projeto”, lembrou.
O profissional ainda explicou que a planta em funcionamento poderia gerar entre 250 e 280 postos diretos de trabalho. Além disso, o volume de abate poderia ser de mil cabeças de gado por dia.
Setor
O presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos de Mato Grosso (Sindifrigo/MT), Luiz Antônio Freitas Martins, pontua ao
que um dos motivos de suspensão de uma SIF é justamente a inatividade. Segundo ele, o Mapa costuma tomar essa decisão com frigoríficos que estão parados há pelo menos cinco anos.
Ele argumenta que atualmente o estado conta com 27 unidades de processamento em operação e outras 19 paralisadas. Após a instabilidade causada por questões como a Operação Carne Fraca e as delações dos proprietários da JBS, o setor tem sofrido com ociosidade. “A dificuldade tem sido grande para algumas empresas já que não está tendo bois suficientes para serem abatidos. Falta matéria prima”, explicou.
O Imea explica também essa situação e argumenta que houve no Estado, nos últimos três meses, uma diminuição na capacidade total de abate e a utilização frigorífica total, que é a razão entre o número de animais abatidos e a capacidade de abate total.
Por causa disso, o Imea destaca que “a reabertura e a diversificação de frigoríficos operando em Mato Grosso são importantes, no entanto, há ainda uma considerável ociosidade nas indústrias mato-grossenses”.
Fonte: Carlos Palmeira/RDnews
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