A ldeia Wazare possui apeanas 35 membros, e é a mais nova da região. Ali, a cultura dos Paresi-Haliti é o principal atrativo, com seus cantos, histórias míticas, pinturas corporais, esportes e venda de artesanato, além de ser possível fazer passeio de barco e tomar banho no Rio Verde.Outra aldeia onde é possível fazer o turismo de vivência é a ‘Quatro Cachoeiras’. A apenas 33km de Campo Novo, essa aldeia é a maior, com 98 habitantes, todos parentes do Cacique Narciso Kazaizase. Ela recebe, anualmente, o Festival de Cultura e Jogos Indígenas do Parecis, com a presença de cerca de 700 indígenas.
As outras duas aldeias, Utiariti e Ponte de Pedra, possuem, respectivamente, uma população de 60 e 10 indígenas. Nestas, no entanto, o contato com eles é menor. “A gente trabalha mais o ecoturismo, trilha, passeio na cachoeira... o foco principal não é o indígena. Porque, embora seja da mesma etnia [dos Wazare], foram processos históricos diferentes, [eles] sofreram processos diferentes e aceitam menos, são mais aculturados e não gostam de receber visitas”, afirma João Ricardo.
Na região de Utiariti, que fica a 128km da cidade, inclusive, está localizada o ‘Salto Utiariti’, uma das cachoeiras mais imponentes do estado de Mato Grosso, e um dos grandes atrativos do passeio.Segundo o agente da CNP Turismo, para fazer estes passeios o valor é a partir de R$100, para um dia. “Depende do que o turista quer. Se ele quer transporte, alimentação, tudo vai agregando valor”, explica. Para se conhecer as quatro aldeias, por exemplo, são necessários pelo menos quatro dias.
Chegar até lá, inclusive, também não é difícil. De acordo com o secretário adjunto de turismo do estado, Luiz Carlos Nigro, já é possível fazer grande parte da viagem de avião. “Hoje a Asta já faz o transporte Cuiabá-Tangará da Serra, e Tangará está a 100km de Campo Novo, então ficou muito perto. Eram 460km, e agora ficou só 100, com mais 40 minutos de voo”, comemora.
Para Nigro, o etnoturismo é um grande diferencial, atrativo, inclusive, para os estrangeiros. “Pro estrangeiro o turismo de experiência é formidável. Eles querem estar dentro de uma tribo indígena, viver, comer como o índio come, andar só de short, pintado, é um negócio bacana que o pessoal gosta”.
Segundo João Ricardo, além de trazer recursos para o estado, este tipo de atividade ajuda, inclusive, os indígenas. “Não só economicamente, porque eles recebem dinheiro com isso, mas com o resgate cultural. Muitos indígenas estão voltando a ter suas tradições, porque percebem que o turista também gosta de ver isso”, finaliza.
https://youtu.be/3tW8t3w2z7s
Da Redação - Isabela Mercuri
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