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eder-silval2.jpgO ex-secretário de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), Eder de Moraes, negou nesta nesta sexta-feira (8) que seja um dos donos da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) São Tadeu, de Cuiabá, e que tenha oferecido ao ex-governador Silval Barbosa sua cota de participação no negócio, no valor de R$ 8 milhões. A informação consta no acordo de colaboração premiada de Silval com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
“Nunca tive cota nem tão pouco [tenho] participação em qualquer hidrelétrica"garantiu.
Eder foi além e detonou o ex-governador, de quem foi secretário da Casa Civil e da Copa do Mundo. “Silval Barbosa é um “cleptomaníaco do erário público” e montou uma “cleptocracia” no seu governo, na qual sem sucesso tenta envolver gregos e troianos”, disse Eder de Moraes.
A São Tadeu Energética S/A é uma empresa que já foi investigada na operação “Ararath”, que aponta o próprio Eder como o principal operador de um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 500 milhões.
Segundo investigações da Polícia Federal no âmbito da operação “Ararath”, a São Tadeu Energética teria realizado empréstimos junto ao Banco Industrial e Comercial Ltda (BicBanco) que beneficiariam o grupo político formado por Eder de Moraes e pelo atual Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi (PP).
Durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência de Eder de Moraes, a PF apreendeu um planilha com operações do BicBanco. Uma delas relatava um “empréstimo” de R$ 14,5 milhões e que deveria ter sido pago em 2009. No registro consta que o Ministro Blairo Maggi é um “devedor solidário” da quantia.
Para saldar parte da dívida, a São Tadeu Energética recorreu ao proprietário dos postos Amazônia e da factoring Globo Fomento, Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o “Júnior Mendonça”, que a pedido de Eder de Moraes teria feito um depósito de R$ 388,5 mil em novembro de 2009 na conta que a empresa tinha no BicBanco. Júnior Mendonça fez um acordo de colaboração premiada no Ministério Público Federal (MPF) e também é considerado peça chave nos esquemas investigados na operação “Ararath”.
Eder de Moraes, porém, nega qualquer relação com a PCH. Para ele, a informação passada por  Silval Barbosa é “mentira” e que os conteúdos de seus depoimentos poderão leva-lo novamente ao Centro de Custódio da Capital (CCC), onde esteve preso até junho de 2017, quando foi solto pela Justiça.
“Sustentar tanta mentira será o maior desafio da sua delação que poderá na verdade ser a porta de volta para o CCC”

 
Da Redação
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