O promotor de Justiça Roberto Turin abriu inquérito civil para investigar se cinco militares acusados de envolvimento nos grampos ilegais no Estado, cometeram crime de improbidade administrativa. A abertura do inquérito foi determinada na última sexta (1º de setembro).
Serão investigados os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco, Ronelson Barros, o tenente-coronel Januário Batista, e o cabo Gerson Correa Junior. Todos eles já são investigados em ação penal, denunciados pelo Ministério Público Estadual.
De acordo com Turin, os militares são suspeitos de terem cometido crimes no exercício da função, na medida em que participaram de esquema ilegal de interceptação telefônica (grampos). Os militares terão 10 dias para prestarem declarações por escrito ou apresentarem provas para o esclarecimento dos fatos.
Todos chegaram a ser presos em decorrência da suposta participação no esquema de grampos. Atualmente, no entanto, apenas Zaqueu e Gerson continuam reclusos. Ambos foram os primeiros a ter a prisão decretada, em 23 de maio deste ano.
Na última decisão, quando determinou a soltura de Lesco e Barros, o desembargador Orlando Perri, responsável pela investigação no Tribunal de Justiça, cita a denúncia do MPE, que aponta o coronel Zaqueu como “líder ou cabeça” da suposta organização criminosa, cuja missão era operar o Núcleo de Inteligência (NI) da Polícia Militar voltado para a prática de interceptações telefônicas clandestinas.
Quanto a Gerson, o MPE aponta que ele foi responsável, juntamente com Torezan, por garantir a elaboração de um projeto que assegurasse a viabilidade técnica do funcionamento dos equipamentos que seriam usados nas escutas ilegais.
RDnews

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