Líderes e militantes dos PSDB estiveram reunidos na noite desta quinta (24) em Cuiabá para discutir estratégias e realinhar as ações partidárias para as eleições de 2018. A sintonia entre os discursos foi notória quando se tratava do nome do governador Pedro Taques, colocado como a única opção para buscar a reeleição ao Palácio Paiaguás.
O encontro realizado em uma das salas do Hotel Fazenda Mato Grosso reuniu cerca de 300 pessoas de 22 municípios do Estado. Entre os presentes, 10 vice-prefeitos, 50 vereadores e 25 prefeitos tucanos, como a gestora de Chapada dos Guimarães, Thelma de Oliveira, que saiu antes mesmo do discurso do governador, por conta de outro compromisso.
Gilberto Leite/Rdnews
Presidente regional do PSDB deputado federal Nilson Leitão em discurso
O presidente regional da sigla, deputado federal Nilson Leitão foi o primeiro a falar. Além de destacar o processo de reorganização do partido a nível nacional, o dirigente afirma que o Governo Taques tem seus erros, mas que é preciso destacar os acertos da gestão tucana, diante das circunstâncias, como a crise econômica e o fato de Taques ter recebido o Estado com grandes dificuldades.
"Temos erros, sim. Os erros do governo Pedro Taques é o erro de cada um de nós, filiados e militantes. Não podemos apontar o dedo como se a culpa fosse terceirizada. O PSDB é um partido que tem que se orgulhar de seu governo. Dos seus erros e acertos, olhando para frente", diz, em seu discurso.
Leitão destaca ainda a necessidade da permanência da aliança com os partidos aliados, para viabilizar e fortalecer a busca pela continuidade no Executivo.
“Esse encontro é partidário. Quero ousar dizer que nós só temos um projeto para governo de Mato Grosso para 2018, que é a reeleição do governador Pedro Taques. Precisamos nos reunificar e sentar com todos os partidos aliados. Com altivez, mas com humildade, reconhecendo que tivemos falhas”, completa.
Dando sequência no processo de enaltecimento da gestão tucana em Mato Grosso, o deputado licenciado e secretário de Estado de Cidades Wilson Santos destaca que os tucanos se orgulham do comando de Taques.
Quero pedir aos militantes do PSDB: busquem saber o que o seu governo está fazendo (Taques)
“Podemos falar de cabeça erguida que governamos muito bem dentro das circunstâncias e da maior crise econômica que um governador de Mato Grosso enfrentou em toda a história desse Estado. Não temos medo. Agora vamos ver quem tem garrafa vazia para vender”, diz.
Ainda em seu discurso, Wilson declara que nas próximas eleições o partido estará preparado para comprovar as melhorias implementadas em diversas áreas do Estado, como a infraestrutura, educação e até mesmo a saúde, apesar da falta de recursos para o setor.
“Quando chegar o momento eleitoral, nós não tememos ninguém na comparação. Seja na saúde, educação, infraestrutura rodoviária, na área da cultura, do lazer, das cidades. Nós faremos esse embate democrático e civilizado de maneira tranquila”, afirma.
O 1º secretário da Assembleia, Guilherme Maluf, foi rápido em seu discurso. Ele declara que mesmo a mais de um ano das eleições, o processo eleitoral já começou, o que exige mais esforço dos militantes para fortalecer o partido no próximo pleito.
Indiretamente, Maluf citou os casos de corrupção que estão vindo a tona nos últimos anos, envolvendo a gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), que firmou um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria Geral da República.
“O processo eleitoral já começou. Muitas dessas falácias que aparecem, apresentadas contra o nosso governo, são parte do processo eleitoral, mas, nós vamos vencer as eleições de 2018. Vamos mostrar o trabalho que o nosso governador. Vão aparecer mais falcatruas do (governo) passado e isso será nosso diferencial”, diz.
Além das lideranças tucanas e militantes, o encontro também contou com a participação de secretários do governo, como da Casa Civil José Adolpho, o de Educação Marco Marrafon, de Comunicação Kleber Lima, e o de Justiça e Direitos Humanos coronel Airton Siqueira Júnior. Eles não discursaram, mas acompanharam de perto as falas tucanas.
Bandeira do PSDB
Taques discursou por 15 minutos. Sem falar diretamente sobre sua pré-candidatura à reeleição, o tucano destaca sua escolha ao se filiar no PSDB em 2015, quando saiu do PDT, e faz um apelo aos prefeitos, vices e vereadores: que compartilhem as ações do governo para o interior do Estado.
“Eu, como governador, preciso fazer um pedido a cada um de vocês. O nosso governo tem falhas, mas também tem acertos que nós não estamos falando sobre eles. Quero pedir aos militantes do PSDB: busquem saber o que o seu governo está fazendo”, pede, Taques.
Senado
Além de Taques, o PSDB deixa claro a vontade de também emplacar o candidato a uma das cadeiras ao Senado Federal. Para a incumbência, Leitão é quem se coloca à disposição. Ele, que já não mais esconde a vontade pessoal, garante que sua candidatura será debatida entre os aliados.
“Nessa noite nós viemos discutir o PSDB e falar que o partido quer ocupar o cargo de governador em 2018, chamar os partidos aliados e discutir a vaga de senado ao PSDB. Mas, sem oposição, que seja debatido, atraindo outros partidos”, declara.
A fala de Leitão foi reforçada por Taques, que destacou a atuação política do deputado. “Quero dizer que o PSDB terá candidato ao Senado. Nilson Leitão, você é uma grande liderança e o Brasil precisa de você.”
Gilberto Leite/Rdnews
Secretário em VG e ex-senador, Jayme diz apoiar Nilson Leitão ao Senado
Aliado
O encontro tucano também contou com a presença de aliados. O presidente regional do DEM, deputado Dilmar Dal’Bosco, e o secretário de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande, Jayme Campos, foram demonstrar o apoio da sigla ao governador.
Jayme, colocado como possível nome a voltar ao Senado e já foi cogitado para vice de Taques, declara que Leitão terá o apoio do DEM para se colocar como postulante ao cargo majoritário.
“Deputado Nilson Leitão é o meu candidato a senador da República. Vai ter nosso total apoio. Eu estou um pouco velho, mas tenho um pouquinho de gordura para queimar e a mesma disposição para ajudar Pedro Taques”, declara.
Ele ainda ressalta que é preciso empenho dos aliados para defender a gestão do tucano. “O que precisamos é o grupo levar o nome do governador. Não adianta ele (Pedro Taques) trabalhar o dia inteiro, se os companheiros não defenderem esse governo. Não vejo nenhuma possibilidade (de ser diferente). Nós queremos companheiros por inteiro”.
Fonte: RD News
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