Zaque teria falado ainda que o governador iria exonerar Siqueira, Zaqueu e o também coronel Alexandre Lesco, secretário-chefe da Casa Militar, além de Paulo Taques. O titular da Segurança Pública teria falado ainda que Pedro Taques estava em São Paulo naquela data, tratando do assunto com Paulo Taques.Foi o coronel Siqueira, que na época era comandante do Ciopaer (Centro de Operações Aéreas) quem indicou a sargento Andrea Cardoso para Zaqueu Barbosa, que precisava de policiais de confiança para investigar outros PMs supostamente envolvidos em crimes. Entrentanto, Siqueira nega ter participado dos grampos e disse que só soube da existência da central de escutas por meio de Zaque, em 2015.
O esquema
Os telefones foram interceptados com autorização judicial. Os documentos pedindo à Justiça autorização para isso foram assinados pelo cabo da PM, Gerson Luiz Ferreira Correia Júnior, numa suposta investigação de crimes cometidos por PMs. No entanto, foram juntados os telefones de quem não era suspeito de crime algum, numa manobra chamada "barriga de aluguel".
Investigações
O esquema foi denunciado por Zaque à Procuradoria Geral da República em janeiro deste ano. O promotor deixou o cargo de secretário em dezembro de 2015, mas afirma que em outubro daquele ano avisou o governador sobre as escutas clandestinas da PM. Ele disse que entregou dois ofícios a Pedro Taques sobre o caso.Taques, por sua vez, disse ter recebido apenas um documento, o qual encaminhou para o Ministério Público para investigação. A apuração foi arquivada depois de cinco dias, por falta de provas. O governador afirma que o outro ofício, que Mauro Zaque afirma ter entregue, foi fraudado e que nunca chegou a seu conhecimento.
A PGR investiga se o governador tinha conhecimento do esquema e de quem teriam partido as ordens para os grampos. A Polícia Civil e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso também apuram a irregularidade.
Prisões
Seis PMs estão presos preventivamente por suposta participação nas interceptações. O cabo Gerson e o coronel Zaqueu Barbosa foram presos em maio. Em junho, foram presos os coroneis Evandro Lesco, que comprou dois aparelhos que podem ser usados para interceptações telefônicas em maio de 2015, e Ronelson Barros. Os eram, respectivamente, de secretário-chefe e secretário-adjunto da Casa Militar, mas foram afastados dos cargos.No mesmo dia, foram presos o tenente-coronel Januário Batista e o cabo Euclides Torezan, cedido ao Gaeco, do MPE, suspeitos de participação no crime, além do corregedor-geral e o diretor de Inteligência da PM, coronel Alexandre Mendes e tenente-coronel Victor Paulo Pereira. Esses dois últimos teriam avisado Lesco e Barros de que eles seriam alvo de mandados de prisão. Mendes e Pereira, porém, já estão soltos graças a uma decisão judicial.
Fonte: G1MT
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