Governador Pedro Taques durante evento da agricultura familiar em VG
O governador Pedro Taques (PSDB) classifica como criminosas as ações promovidas pelo MST no Estado ao longo da semana passada, que invadiu fazenda e colocou fogo em trilhos de ferrovia. Apesar de reconhecer o direito à manifestação, se declara absolutamente contra o movimento que considera político.
“Isso é criminoso. As pessoas têm que ser responsabilizadas. No Brasil existe direito constitucional à manifestação, mas sem ofender a propriedade pública, sem ofender a propriedade particular, respeitando a integridade física das pessoas. Movimentos políticos como esse, eu sou absolutamente contra. A autoridade do Estado deve se fazer presente” declarou Taques durante solenidade de entrega de equipamentos para a agricultura familiar, na sexta (28), em Várzea Grande.
Na primeira ação do MST, na terça (25), os sem-terra invadiram a fazenda que pertence ao Grupo Amaggi, da família do ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP), localizada às margens da BR-163, a cerca de 25 km de Rondonópolis sentido Campo Grande, próximo do terminal da ferrovia Norte-Sul.
Na quinta (27), membros do MST acenderam fogueiras em cima dos trilhos da FerroNorte, que cruza Rondonópolis. Sexta (28), os sem-terra ocuparam a sede do Grupo Amaggi, que funciona naquele município.
Segundo o MST, as ações fazem parte da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária realizada em todo país. As propriedades ligadas a Blairo foram alvo devido sua ligação com o presidente da República Michel Temer (PMDB), que os sem-terra querem fora do governo.
Além de fazenda de Blairo, o MST ocupou áreas que pertencem ao coronel Lima, amigo de Temer implicado nas investigações da Operação Lava Jato em Duartina-SP. A fazenda do ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira, em Barra Mansa, Sul Fluminense, também foi alvo de manifestações. Também foram registradas ocupações no Sul e no Nordeste.
Taques não é o único a condenar a ação do MST. O senador José Medeiros chegou a comparar o grupo a facções criminosas como PCC e Comando Vermelho. “Dizer que reforma agrária se faz a força é o mesmo que combater a pobreza assaltando bancos. O brasileiro honesto trabalha, quer ter suas coisas e quando não tem, não toma o que é dos outros. É assim que deve ser”, disse o senador.
Fonte: RD News
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