Os presos foram flagrados explorando a área, localizada a 18 quilômetros da cidade, onde aproximadamente 10 alqueires de floresta amazônica foram devastados, sem qualquer avaliação de impacto ambiental.
Vinte e uma pessoas que atuavam na exploração de minérios, em uma área de garimpo clandestino, no município de Aripuanã (1.002 km a Noroeste de Cuiabá) foram presas, quarta-feira (19), durante a terceira fase da operação “Simbiose”, deflagrada pela Delegacia da Polícia Judiciária Civil em parceria com a Polícia Militar e o Sistema Penitenciário.
Os presos foram flagrados explorando a área, localizada a 18 quilômetros da cidade, onde aproximadamente 10 alqueires de floresta amazônica foram devastados, sem qualquer avaliação de impacto ambiental. Os garimpeiros reviraram o solo e subsolo a procura de metais preciosos.
Os 21 detidos foram autuados em crimes de associação criminosa, destruição de floresta nativa, extração ilegal de recursos naturais e espulho possessório, todos, conforme a investigação, cometidos em concurso material.
Em razão do somatório das penas ultrapassarem o limite de 4 anos, não foi arbitrado fiança na Delegacia da Polícia Civil para nenhum dos detidos.
De acordo com o delegado Alexandre da Silva Nazareth, o cenário encontrado na área rural se “apresentou desolador”. “Aproximadamente 10 alqueires da floresta amazônica foram derrubados, sem qualquer avaliação de impacto ambiental, para a prática acentuada da extração ilegal do ouro”, afirmou.
Os garimpeiros foram surpreendidos separando as pedras maiores de dada porção de terra, outros as lançavam nos lavabos grandes de madeira para purificá-la em porções menores, com o uso de motores bombas. Uma escavadeira hidráulica também foi flagrada revirando o solo e o subsolo e outros garimpeiros batiam à areia em busca de metais preciosos.
No local, os policiais e agentes aprenderam 5 motocicletas, pequena amostra de ouro em pó, balança de precisão, escavadeira hidráulica. Os materiais e equipamentos foram levados para a Delegacia da Polícia Civil.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), será oficiado para autuações administrativas.
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