A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), por meio de nota, considerou precipitada a decisão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em suspender temporariamente a importação de carne bovina in natura brasileira.“É um mercado importante para a pecuária brasileira, apesar de o volume exportado ainda ser pequeno em relação a outros países. A qualidade do nosso produto é tão reconhecida que o Brasil é o único país do mundo que exporta para este país carne oriunda de animais que foram vacinados contra a febre aftosa”.
Ainda conforme a entidade, que representa o setor produtivo do Estado e tem em Mato Grosso o maior rebanho bovino do país – com cerca de 29 milhões de cabeças – “mais do que um excesso de zelo do comprador, esta suspensão também significa uma acirrada disputa de mercados entre os produtores norte-americanos e os produtos importados do Brasil. De certa forma, estas são as regras do jogo para quem atende mercados tão competitivos”.
A Famato considera o trabalho de inspeção conduzido pelo Ministério da Agricultura eficiente e rigoroso. Para todos os países que importam a carne brasileira, o produto passa por uma série de etapas de controle de qualidade. Além disso, os frigoríficos brasileiros são modernos e os pecuaristas cada vez mais conscientes da aplicação correta da vacina contra a febre aftosa e da sanidade do rebanho.
“Esperamos que o Mapa, na figura do ministro Blairo Maggi, solucione este impasse o quanto antes. Atravessamos tempos difíceis na pecuária. Aos produtores rurais, orientamos cautela neste período e confiança que venceremos porque nossa carne é de qualidade, nossa produção é moderna e os nossos produtores são zelosos na eficiência de seus processos”.
“INACEITÁVEL” - A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), também por meio de nota, lamentou a decisão, no entanto, considera inaceitável que haja esse tipo de ineficiência no serviço das indústrias frigoríficas brasileiras. O processamento de alimentos requer rígido controle de qualidade a fim de evitar a comercialização de produtos com irregularidades que, apesar de inofensivas à saúde do consumidor, colocam em xeque a credibilidade da nossa carne.
Como explicam técnicos da entidade, a reação vacinal pode acontecer devido à inoculação do agente que compõe a vacina ou à aplicação incorreta do produto, causando uma espécie de inflamação ou o enrijecimento da carne. “Por isso, cobramos que o Mapa seja mais exigente com os laboratórios para o melhoramento das vacinas produzidas no Brasil e para que retirem da composição da vacina agentes considerados desnecessários para a imunização do rebanho”.
Com relação à vacinação, a Acrimat explica que desenvolve, há anos, campanhas de conscientização juntos aos criadores sobre a importância da correta manipulação e aplicação da vacina com instruções sobre manejo sanitário, manejo pré-abate e instalações rurais.
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