OAB repudia uso de grampos ilegais e sugere afastamento dos envolvidos.
A diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Mato Grosso, (OAB/MT), disse em coletiva de imprensa no órgão na manhã desta sexta-feira (12) que repudia o uso de grampo telefônico ou quaisquer outras formas de violação dos direitos fundamentais do cidadão.
“Isso remonta o tempo que não foi apagado ainda, mas que deve ser apagado da história do Brasil, que é o tempo ditatorial. Ora, no Estado do Direito, na República Democrática Brasileira, esse tipo de atitude é inconcebível. Vê-se isso na página negra da história do Brasil. Vê se isso em regimes não republicanos”, afirmou Leonardo Campos.
O presidente da OAB Leonardo Campos, disse ainda que se comprovado o envolvimento do Governador Pedro Taques na chefia do esquema dos grampos e que isso seja um ato de improbidade administrativa o chefe do executivo de Mato Grosso pode perder o mandato.
O posicionamento da OAB é motivado pelas informações de que advogados também teriam sido alvos da quebra de sigilo ilegal. A diretoria do órgão disse ainda que vai acompanhar de perto essa investigação, e exige transparência do caso.
Campos também apontou incoerência do Ministério Público Estadual (MPE), que por meio do Gaeco determinou o arquivamento da denúncia do suposto esquema de gravações telefônicas ilegais. “Como um órgão fiscalizador do estado arquiva um procedimento, e o MPF traz à tona o mesmo caso, e ao que se sabe até agora, com as mesmas provas utilizadas em 2015 quando o esquema foi denunciado”, questiona diretor da OAB.
Apesar de antigo, o escândalo dos grampos ilegais só veio a tona na tarde de quinta-feira (11), quando o secretário da Casa Civil Paulo Taques deixou o cargo de forma inesperada para atuar na defesa pessoal do governador, que está sendo investigado na Procuradoria Geral da República (PGR), conforme comunicado emitido pela própria assessoria de imprensa do governo.
Pessoas com cargos eletivos, advogados e jornalistas teriam sido alvo das escutas que são investigadas pelo Ministério Público Federal (MPF).
muvucapopular.com.br
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