DOUGLAS TRIELLI E THAIZA ASSUNÇÃO
O governador Pedro Taques (PSDB) alfinetou a sugestão da deputada estadual Janaina Riva (PMDB) de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Fundo Previdenciário do Estado de Mato Grosso (MT-Prev).O tucano sugeriu que os parlamentares investiguem desvios investigados pelo Ministério Público a respeito dos últimos 20 anos da Assembleia Legislativa.
“Se eu fosse discutir CPI, daria a ideia da CPI do roubo de R$ 500 milhões da Assembleia Legislativa. O Ministério Público diz que roubaram esse valor da Assembleia nos últimos 20 anos. Isso seria uma boa CPI”, disse.O governador não citou, mas se referia ao ex-presidente José Riva, pai de Janaina, que comandou o Legislativo nesse período, se revezando entre presidência e primeira secretaria. Somente na “Operação Imperador”, Riva é acusado de desviar cerca de R$ 60 milhões dos cofres da Assembleia por meio de licitações suspeitas de serem fraudulentas.Apesar da alfinetada na deputada do PMDB, Taques minimizou a criação da CPI.
“Uma Comissão Parlamentar de Inquérito é importante, e não me cabe discutir se tem que ter CPI ou não na Assembleia. Isso é decisão dos próprios deputados”, afirmou.
A CPI
Janaina diz já ter nove assinaturas de parlamentares, uma a mais do necessário, para pedir a abertura da CPI.Segundo ela, o objetivo é investigar um suposto rombo de R$ 700 milhões no MT Prev.Entretanto, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (PSB), disse que membros da base governista que assinaram a propositura podem retirá-la ainda nesta semana.
“Vamos sentar com a base e discutir se vamos manter a assinatura, se vão retirar. Os deputados têm a prerrogativa de retirar a assinatura. Não há movimento do Governo nesse sentido, mas pode ser que os próprios deputados sintam a vontade de retirar a assinatura”, disse.
Fonte: Midia News
Postar um comentário
O Portal DN Notícias não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional, inseridos sem a devida identificação do autor ou que sejam notadamente falsos, também poderão ser excluídos.
Lembre-se: A tentativa de clonar nomes e apelidos de outros usuários para emitir opiniões em nome de terceiros configura crime de falsidade ideológica. Você pode optar por assinar seu comentário com nome completo ou apelido. Valorize esse espaço democrático Agradecemos a participação!