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Apontado por antigos estudos como detentor de riquezas imensuráveis em seu subsolo, Mato Grosso finalmente vai conquistar a sua carta de alforria. O governador José Pedro Taques (PSDB) anunciou que vai lançar, em poucos dias, o Programa de Desenvolvimento da Mineração de Mato Grosso (Pró-Mineração), há tempos em discussão com técnicos do setor e com parlamentares, como o deputado estadual Oscar Bezerra (PSB), Dilmar Dal’Bosco (DEM) e Romoaldo Júnior (PMDB).
 
A tese de Taques é colocar é de que o Estado será indutor do desenvolvimento, embora tenha decidido guardar sob sete chaves o conteúdo do programa. Técnicos ouvidos pela reportagem do Olhar Direto, durante reunião-almoço, antes da viagem da comitiva do Estado para Prospectors and Developers Association of Canada (PDAC), em Toronto (Canadá), projetam que, com o programa adequado e a indústria da mineração tende a injetar até R$ 80 bilhões na economia mato-grossense, nos próximos 20 anos.
 
“O nosso governo está minutando o Pró-Mineração, porque é um  Programa muito importante para superar a fase do amadorismo. Desejamos ser profissionais, nesta área. Estamos buscando isso como Desenvolve MT, que foi aprovado na Assembleia Legislativa”, afirmou o governador mato-grossense.
 
“O nosso desejo é de que Mato Grosso possa virar a chave desta indústria [da mineração], que é muito forte. Nós precisamos fazer prospecção, em nosso Estado. Temos que fazer nossas pesquisas. E ideia desta viagem [ao Canadá] é justamente esta: fazer com que Mato Grosso seja visto e que nós tenhamos o Pró-Mineração como algo concreto”, avaliou o chefe do Poder Executivo, ao revelar que, na volta, vai anunciar o programa.
 
Pedro Taques afirmou que a apresentação do futuro Programa de Mineração ainda depende de ajustes e diálogo com os deputados estaduais. “O Pró-Mineração estará pronto para ser apresentado à sociedade mato-grossense e, também, as mudanças legislativas a serem discutidas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso”, sintetizou ele.
 
“Quando se faz viagem internacional, algumas pessoas falam: vai passear e gastar dinheiro. Você não faz prospecção de negócios internacionais de dentro do seu gabinete. É preciso viajar! Não atrai turistas para MT de dentro de seu gabinete. Temos que ‘vender’, entre aspas, o nosso Estado. E é isso que estamos fazendo”, decretou ele.
 
“Alguns especialistas dizem [e eu tenho certeza disso, embora não seja técnico] que Mato Grosso pode se tornar mais rico em seu subsolo do que no solo. Nós sabemos que, por determinação constitucional, o subsolo pertence à União. O Artigo 20 da Constituição determina. Mas os estados têm uma participação nisso!”, lembrou ele, que foi professor de direito constitucional até 2010, em universidades de Mato Grosso, Brasília e São Paulo.
 
“Quero crer que uma próxima etapa no desenvolvimento de Mato Grosso, depois do extrativismo mineral, será a indústria da mineração, através das cooperativas. Eu acredito muito no cooperativismo. Um exemplo disso é a cooperativa de Peixoto de Azevedo, que recentemente recebeu um prêmio. Eu a premiação que receberam em razão do seu trabalho”, completou Pedro Taques, demonstrando que aposta muito alto, no novo Programa de Mineração do Estado. 
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