Após a deflagração da Operação Carne Fraca, pela Polícia Federal, no último dia 17, vários países declararam suspensão temporária das importações das carnes brasileiras. Até o momento, um dos países que mantém o embargo é Argélia, que é importador da proteína produzida no Estado. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), embora as compras do país africano sejam pequenas em relação aos demais (1,9%), pode haver impacto no mercado do boi em Mato Grosso.
Conforme o Imea, dos 11 países que suspenderam, ainda que temporariamente, a compra de carnes brasileiras, cinco (China, Hong Kong, Chile, Egito e Argélia) importaram carne bovina mato-grossense durante o ano de 2016. Porém, com o andamento das investigações e a resposta do governo brasileiro ao incorrido, China, Egito e Chile retiraram o embargo neste fim de semana. Hoje, Hong Kong também retirou o embargo. (Veja aqui a lista atualizada disponibilizada pelo Ministério da Agricultura)
“Essa notícia veio em boa hora, já que, a quantidade enviada para esses países em 2016 foi de 128,3 mil TEC, o que corresponde a 46,4% das exportações e 10,5% da produção de carne bovina no Estado. Ademais, a receita obtida com estas vendas foi de mais de US$ 360 milhões”, destacou o Imea.
Em 2016, a China importou 23,4% do total exportado por Mato Grosso. Em valores, as negociações geraram US$ 201 milhões. O Egito comprou US$ 119 milhões, correspondendo a 17,4% do total exportado. O Chile negociou US$ 48,2 milhões e respondeu por uma fatia de 5,6% das exportações mato-grossenses. A Argélia importou US$ 15,8 milhões e teve participação de 1,9%. Mato Grosso ainda vendeu US$ 506 milhões em carne bovina para outros países.
Fonte: Só Notícias/Agronotícias (foto: Edson Rodrigues/arquivo)
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