A empresa JBS S/A confirmou nesta quinta-feira (23) que suspendeu por três dias os abates em dez plantas frigoríficas que funcionam em Mato Grosso, após a Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal, na semana passada. Ao todo, a empresa é responsável por 11 frigoríficos. Os abates devem continuar apenas no município de Diamantino, 209 km de Cuiabá.
Segundo a JBS S/A, o abate deve ser retomado na próxima semana. No entanto, a empresa prevê uma redução de 35% da capacidade produtiva. No Brasil, a produção de carne nos frigoríficos da empresa foi suspensa em 33 das 36 unidades. Em Mato Grosso, são abatidas diariamente 20 mil cabeças de gado.
Segundo a JBS S/A, o abate deve ser retomado na próxima semana. No entanto, a empresa prevê uma redução de 35% da capacidade produtiva. No Brasil, a produção de carne nos frigoríficos da empresa foi suspensa em 33 das 36 unidades. Em Mato Grosso, são abatidas diariamente 20 mil cabeças de gado.
As medidas, segundo a JBS S/A, visam ajustar a produção até que haja uma definição sobre os embargos impostos pelos países compradores de carne brasileira.
Os abates em alguns frigoríficos já haviam suspensos. Em Araputanga e Pontes e Lacerda, a 371 e 483 km de Cuiabá, respectivamente, por exemplo, o abate está suspenso desde a terça-feira (21), segundo o deputado Wancley Carvalho, que tem essa região como base eleitoral.
Na quarta-feira (22), o diretor da Associação de Criadores de Gado de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, afirmou que o produtor deve sentir de imediato o impacto das suspensões.
"O produtor já se programa. Pensa, vou abater tal dia e receber tal dia, tudo isso é programado e, quando acontece algo assim, quebra a estrutura do negócio, então não sabe como vai honrar o seu compromisso, onde abater os animais", explicou Vacari. Segundo ele, os produtores ficarão três dias sem saber onde irão abater o gado.
Na avaliação do diretor da entidade, o momento requer precaução, cautela, até a normalização do mercado, tanto para a indústria quanto para o produtor. "O que a Acrimat não vai admitir é que as empresas aproveitem esse momento de insegurança para tirar proveito econômico", declarou.
Operação Carne Fraca
Durante a Operação Carne Fraca, a Polícia Federal prendeu 36 pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de fraude na produção e comercialização de carne. Algumas já deixaram a prisão.
Na quarta-feira (22), o diretor da Associação de Criadores de Gado de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, afirmou que o produtor deve sentir de imediato o impacto das suspensões.
"O produtor já se programa. Pensa, vou abater tal dia e receber tal dia, tudo isso é programado e, quando acontece algo assim, quebra a estrutura do negócio, então não sabe como vai honrar o seu compromisso, onde abater os animais", explicou Vacari. Segundo ele, os produtores ficarão três dias sem saber onde irão abater o gado.
Na avaliação do diretor da entidade, o momento requer precaução, cautela, até a normalização do mercado, tanto para a indústria quanto para o produtor. "O que a Acrimat não vai admitir é que as empresas aproveitem esse momento de insegurança para tirar proveito econômico", declarou.
Operação Carne Fraca
Durante a Operação Carne Fraca, a Polícia Federal prendeu 36 pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de fraude na produção e comercialização de carne. Algumas já deixaram a prisão.
Além de corrupção envolvendo fiscais do Ministério da Agricultura e produtores, a investigação encontrou indícios de adulteração de produtos e venda de carne vencida e estragada. Das 21 fábricas investigadas, 18 ficam no Paraná. Em Mato Grosso, não há nenhuma nessa lista.
Há ainda a suspeita de que partidos políticos tenham sido beneficiados com o pagamento de propina.
Fonte: G1
Postar um comentário
O Portal DN Notícias não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional, inseridos sem a devida identificação do autor ou que sejam notadamente falsos, também poderão ser excluídos.
Lembre-se: A tentativa de clonar nomes e apelidos de outros usuários para emitir opiniões em nome de terceiros configura crime de falsidade ideológica. Você pode optar por assinar seu comentário com nome completo ou apelido. Valorize esse espaço democrático Agradecemos a participação!