RAUL BRADOCK
A Polícia Civil de Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá) aguarda resultados de confronto genético para decretar a prisão do frentista R. da S. C., 32 anos, que estuprou e roubou pelo menos 15 mulheres na cidade.Ele foi preso preventivamente em março do ano passado e foi reconhecido por diversas vítimas. O resultado do material genético coletado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica deve ficar pronto no início da próxima semana. O caso foi investigado pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), que apontou Rodrigo como responsável pela sequência de estupros, devido à forma como os crimes eram executados e pelo reconhecimento das vítimas.Conforme as investigações, os ataques aconteciam no início da tarde, quando as mulheres estavam, geralmente, sozinhas em casa. Rodrigo entrava nos locais anunciando assalto e levava as mulheres para o quarto.“Segundo as vítimas, ele agia armado nas ocorrências. O estuprador mandava a mulher ir para o quarto, cobria o rosto da vítima com alguma roupa ou lençol e a violentava”, conta o investigador Ary Câmara, ao Reporter MT .Os abusos aconteceram em diferentes bairros da cidade, em um período de quatro meses. O bandido está preso preventivamente.“Foram mais de quinze casos em Rondonópolis e a maioria das mulheres eram casadas. Foi colhido material para fazer confronto genético, mas as vítimas reconheceram o agressor. Agora é esperar o resultado da análise desse material para decretar a prisão definitiva do criminoso, mas já me adiantaram que o resultado é positivo para os crimes”, explica o investigador, ressaltando que o frentista já havia sido preso em 2011 pelo mesmo crime.O investigador conta ainda sobre o trauma que o bandido deixou nas vítimas. Uma delas, casada, foi violentada na frente da filha adolescente. Ela ficou tão traumatizada que não conseguiu tocar no assunto, nem para a polícia. Seu inquérito não chegou a ser instaurado pela falta de denúncia.“Eu conversei com o marido e ele disse que também não tocaria no assunto com a esposa, pois ela ameaçou sair de casa com a filha. Ela foi violentada na presença da menina, que tem de 16 anos”, relata Câmara.A ação do estuprador foi violenta em todos os casos. O investigador relata ainda que ele obrigou uma idosa a fazer sexo anal e que algumas vítimas desmaiaram ao realizarem o reconhecimento do maníaco.
Crime e padrões
A Polícia Civil chegou até o maníaco após confronto e identificação nas ocorrências.“Todos os estupros aconteceram na folga do frentista. Nós pegamos a escala de trabalho para confrontar com os dias em que os abusos foram realizados. Os estupros ocorreram inclusive no mês em que ele estava de férias”, confirma o investigador.Uma bota também indica que o criminoso esteve em diversas ocorrências.“Outras vítimas afirmavam que ele possuía uma bota, dessas de construção, que era limpinha. E nesse mês nós verificamos que o posto de combustíveis havia dado um par de botas novas para ele”, explica o investigador.Outro padrão seria o roubo dos celulares das vítimas.
Fonte: Reporter MT
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