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Imagem:Assessoria

 Carlos Palmeira

A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) repudiou as paralisações e readequações na capacidade produtiva das plantas frigoríficas do Estado e disse que essas ações têm o objetivo de reduzir o preço do boi gordo, o que estaria prejudicando os pecuaristas.A entidade afirma que as decisões que estão sendo tomadas pelos frigoríficos após a deflagração da Operação “Carne Fraca”, pela Polícia Federal (PF), visam manipular o mercado.A instituição cita a medida da JBS em conceder férias coletivas a funcionários de dez unidades de processamento no país, sendo que quatro delas são de Mato Grosso. A Acrimat disse que o anúncio da JBS “preocupa os produtores da região, que são reféns da empresa”.Para evitar depreciação ainda maior do preço da arroba na hora da venda,a Acrimat recomenda cautela e precaução aos pecuaristas. “Mato Grosso vivencia hoje as consequências de uma política de incentivo à concentração de empresas e controle de mercado. O fomento à formação de conglomerados, por meio de financiamento público, colocou o mercado da carne nas mãos de poucos empresários que, em um momento como este, manipulam toda a cadeia produtora”, afirma Luis Fernando Conte, vice-presidente da Acrimat.

“Em Mato Grosso, JBS, Marfrig, Minerva e Frialto representam 70% do abate, o que compromete a competitividade do setor, prejudicando os pecuaristas e, principalmente o mercado consumidor”, defendeu Amarildo Merotti, vice-presidente da Acrimat.

De acordo com a associação, um levantamento apontou que o preço da arroba caiu entre 2% e 4%, em Mato Grosso, entre 16 e 28 de março, reduzindo de R$ 126,81 para R$ 123,11 em média. O balanço foi realizado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).A entidade ainda afirma que, na prática, pecuaristas relatam que a redução chegou até 10% no valor da arroba nos últimos 12 dias, passando de R$ 126 para até R$ 113 em algumas regiões como no Norte e Noroeste. 

A Acrimat disse que pelo fato de o Estado não possuir nenhuma planta sendo investigada pela PF, as decisões dos frigoríficos acabam prejudicando o mercado interno. “Em pouco tempo mostramos aos nossos clientes quais eram e onde estavam os problemas. A postura de punir os culpados e abrir as portas para os parceiros conhecerem nossa indústria também foram importantes para a retomada das exportações. Por isso, não vamos admitir que a indústria brasileira utilize como argumento problemas já solucionados para pressionar preços e prejudicar o setor produtivo”, disse o diretor executivo da Acrimat, Luciano Vacari.“A seriedade da produção mato-grossense está mais que comprovada. Por isso, não vamos admitir que os frigoríficos sem compromisso com o desenvolvimento da atividade articulem para derrubar preços, prejudicando ainda mais o pecuarista de nosso Estado”, afirmou o presidente da instituição, Marco Túlio Duarte. 

Frigoríficos

A JBS anunciou nesta quarta (29) que concederá férias coletivas de 20 dias para funcionários de dez unidades de processamento, sendo que quatro ficam em Mato Grosso. Os frigoríficos afetados no Estado são em Alta Floresta, Juína, Diamantino e Pedra Preta.

A medida, segundo a empresa, começa a valer na próxima segunda (3) e visa adequar o volume de produção em função dos embargos impostos à proteína brasileira. A decisão também tenta minimizar o impacto causado pelo recuo do consumo interno da carne nos últimos dez dias.Na última quinta (23) a empresa havia decidido suspender por três dias a produção de carne bovina em 33 de suas unidades de processamento, sendo que dentro desse universo, 10 das plantas paralisadas eram de Mato Grosso. Em 27 de março, última segunda, o trabalho nesses frigoríficos foi retomado, porém, com uma redução de 35% na capacidade produtiva. 

No caso do frigorífico Minerva, o gerente de compras da planta de Várzea Grande, Marcos Molina, afirmou que após os anúncios de embargos de vários países à carne brasileira a capacidade produtiva da unidade foi reduzida em 40%.



Fonte: RDNEWS
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