Os três pontos levam o Tricolor Paulista ao quinto jogo seguido de invencibilidade e aos 10 pontos no Campeonato Paulista após cinco rodadas, que lhe dão a liderança do Grupo B. Por outro lado, o time de Sorocaba, segue na lanterna do Grupo C e da classificação geral do Estadual, com apenas um ponto conquistado.
Mas, como Marco Aurélio Cunha costuma dizer, partida no Morumbi à noite, com pouco público e São Paulo muito favorito é sinônimo de problema. E mais uma vez a história se repetiu. Sonolento e desorganizado em campo, o Tricolor demorou para se encontrar. O São Bento, para o espanto de todos, começou bem o jogo e dando alguns sustos da ainda frágil defesa são-paulina.
E o que ninguém esperava aconteceu. Escanteio pela direita, Rodrigo Caio falhou e Pitty, de 1,90m, cabeceou sem chances para Sidão e abriu o placar. O gol atordoou os comandados de Rogério Ceni, que nos minutos seguintes repetiram os erros na saída de bola e deixaram os torcedores angustiados nas arquibancadas.
Aos poucos, o jogo do São Paulo foi encaixando. Demorou, mas engrenou. Muito por conta de Lucas Pratto. Na primeira finalização certa do time, aos 27, o argentino aproveitou cruzamento de Luiz Araújo e, de peixinho, empatou o duelo. A bola ainda bateu no travessão antes de entrar para dar mais plasticidade ao lance.
Antes do intervalo, o camisa 14 saiu da área para abrir espaço a Cícero, que infiltrou e por pouco não marcou o segundo. Na sequência, de novo Pratto mostrou que é mais do que um centroavante goleador. De calcanhar, o ex-jogador do Galo confundiu toda a zaga adversário e deixou Cueva livre para virar o jogo, mas o peruano desperdiçou uma oportunidade incrível antes do intervalo.
Na volta dos vestiários, o camisa 10 retribuiu a gentileza logo aos 2 minutos, mas Pratto, cara a cara com o goleiro, também falhou e retardou a virada, que a essa altura já se mostrava inevitável. Com fome de bola, o novo xodó da torcida tricolor se redimiu em seguida. Junior cruzou da esquerda e Pratto usou sua força para ganhar dos zagueiros no alto e cabecear sem chance para Rodrigo Viana.
Diferentemente da etapa inicial, o segundo tempo correu conforme as expectativas para o confronto antes da bola rolar. O São Paulo amassou o São Bento no seu próprio campo de defesa e, apesar de não viver uma noite muito inspirada ou criativa, criou algumas boas oportunidades de ampliar sua vantagem e ‘matar’ o jogo. Isso só não aconteceu porque Cueva estava ‘zicado’. O peruano teve mais duas chances claras no jogo, de frente para o gol. Uma parou na boa defesa de Viana e a outra carimbou o travessão do goleiro.
E a ineficiência por pouco não custou caro. No único contra-ataque que o São Bento conseguiu armar, Régis recebeu na esquerda, aproveitou a bagunça no setor defensivo do São Paulo, passou por Bruno, driblou Maicon e fuzilou Sidão. Um golaço e um verdadeiro balde de água fria no Morumbi.
Sorte do time da casa e de Cueva, que aos 41 minutos o árbitro Vinicius Furlan interpretou uma disputa por espaço entre Chavez e Pitty dentro da área como pênalti. Após uma mini-conferência na marca da cal, Cueva ignorou os pedidos da torcida por Pratto, bateu e decretou a virada do São Paulo e sua redenção no jogo. Nos minutos finais, a torcida da casa ainda passou agonia com um bate-rebate dentro da área são-paulina.
Agora, as duas equipes voltam a campo no sábado pelo Paulistão. A equipe de Rogério Ceni visita o Novorizontino às 19h30, no estádio Jorge Ismael de Biasi, enquanto o São Bento receberá o Red Bull mais cedo, às 17h00, em Sorocaba, no estádio Walter Ribeiro.
Fonte: Gazeta Esportiva (foto: Gazeta Press/arquivo)
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