O Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, se reuniu, esta manhã, com o governador Pedro Taques (PSDB) para discutir ações voltadas ao combate e diminuição do desmatamento no Estado. Aos jornalistas, Sarney explicou que a intenção é liberar recursos do governo federal e também auxiliar no acesso aos fundos internacionais que apoiam iniciativa sustentáveis na Amazônia. “Vai ter recursos e as parcerias estão sendo feitas com os Estados. A gente sabe que dá para ter um desenvolvimento, ao mesmo tempo manter os biomas prestando os serviços ambientais”.
Segundo o ministro, as taxas de desmatamento na Amazônia aumentaram nos últimos dois anos, em razão da crise política e financeira do país. “Não pode faltar dinheiro e a percepção de que o Estado está presente. Infelizmente, os órgãos fiscalizadores estavam em situação bastante crítica. Muitas vezes, faltava dinheiro para abastecer os veículos. Também tivemos, com a reforma feita pelo novo Código Florestal, a impressão de que a ilegalidade poderia existir. Tudo isso contribuiu para o aumento no desmatamento. Esta tendência é preocupante por causa dos serviços ambientais que a Amazônia presta ao Brasil, América do Sul e ao mundo”.
De acordo com o ministro, após identificados os fatores, o governo federal passou a trabalhar nas estratégias para combater o avanço do desmatamento. “Logo que as taxas me foram apresentadas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), elaboramos as estratégias para diminuição. Recuperamos as lacunas de comando e controle, aumentamos os orçamentos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e passamos a firmar parcerias com os Estados, assim como com as Forças Armadas e polícias militares. Aumentamos, assim, a percepção de que o governo está agindo nesta vertente”.
Sarney trouxe ainda ao Estado exemplos sustentáveis que conheceu durante sua visita à região amazônica. “Visitei uma reserva extrativista no Acre, onde pude ver a qualificação de muitas pessoas, jovens e mais velhos. Sem miséria ou pobreza. Achei muito interessante notar que todos estavam tendo uma atividade econômica que gera renda. Isso vai ser intensificado. Como Taques disse, ‘só comando e controle não resolvem’. Precisamos de alternativas econômicas que garantam a floresta que a floresta em pé valha mais do que ela derrubada. Na verdade, isto é o que vai mais dar resultado”.
Sem revelar os números, o ministro garantiu que o Estado terá acesso a recursos para frear o desmatamento. “Este é o objetivo da nossa visita. Primeiro pactuar a linha de comando e controle. Ver como podemos colaborar para deixar a parceria mais forte. E, em segundo, oferecermos a linha de sustentabilidade. Temos que acessar os fundos internacionais. Estes recursos precisam chegar ‘na ponta’.
O desmatamento na Amazônia cresceu quase 30% no ano passado e é o pior resultado desde 2008. Os dados são do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia que monitora a devastação da floresta. Pará, Rondônia e Mato Grosso foram os estados que mais desmataram. A maior parte do problema se concentrou em terras privadas e assentamentos.
De acordo com Sarney, a tendência começou a ser revertida a partir de dezembro, quando houve queda no desmatamento.
Também participaram da reunião de trabalho os secretários de Estado Suelme Fernandes (Agricultura Familiar), Max Russi (Trabalho e Assistência Social) e Guilherme Müller (Planejamento); a promotora do Ministério Público Estadual, Ana Luiza Peterlini; o procurador do Meio Ambiente, Luiz Scaloppe; o diretor-executivo do PCI, Fernando Sampaio; representantes de entidades do setor produtivo e ainda representantes de ONGs.
Fonte: Só Notícias/Agronotícias (foto: assessoria/arquivo)
Postar um comentário
O Portal DN Notícias não se responsabiliza pelos comentários aqui postados. A equipe reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou de alguma forma prejudiciais a terceiros. Textos de caráter promocional, inseridos sem a devida identificação do autor ou que sejam notadamente falsos, também poderão ser excluídos.
Lembre-se: A tentativa de clonar nomes e apelidos de outros usuários para emitir opiniões em nome de terceiros configura crime de falsidade ideológica. Você pode optar por assinar seu comentário com nome completo ou apelido. Valorize esse espaço democrático Agradecemos a participação!