Pedro Taques quer que MPE investigue se obra de pavimentação mal-feita causou enchente por não dar vazão à água da chuva
"Nossas equipes estão mobilizadas para dar toda assistência à população. A Secid vai enviar engenheiros para que encontremos uma solução estrutural e não paliativa, caso contrário ano que vem teremos essa mesma situação", disse o governador.
Para Pedro Taques, o MPE deve investigar a destinação dos R$ 16 milhões utilizados para a realização da obra de pavimentação do bairro. Conforme informações da imprensa local, depois das obras que os alagamentos começaram a ocorrer, devido às péssimas condições da rede de drenagem de águas pluviais.
A caravana do governador, composta pelos secretários estaduais de Cidades, Wilson Santos, e de Assistência Social, Max Russi, além de outras autoridades, percorreu as ruas do bairro Jardim das Palmeiras, o mais afetado com as chuvas e que tem população de cerca de seis mil moradores.
No trajeto o governador ouviu o pedido de socorro da população e a revolta de várias pessoas afetadas diretamente com a enchente. Por várias vezes as autoridades de Mato Grosso desciam do carro para olhar os problemas e conversar, avaliando as necessidades de cada local.
Conforme informações da Defesa Civil, o local, nas proximidades do bairros Jardim das Palmeiras, que recebe a água pluvial daquela região, chamado de "piscinão", não suportou e transbordou, atingindo casas, comércio e instituições. Em análise preliminar da Defesa Civil, isso se deve ao avanço da pavimentação urbana sem um sistema eficiente de drenagem da água.
"Vamos analisar quais as contribuições de água que chegam ao bairro, se a drenagem feita é suficiente, se o chamado ‘piscinão’ tem escape. Vamos tratar o assunto com a responsabilidade que o caso requer", garantiu o secretário de Estado das Cidades
“A instituição também está dando todo o suporte administrativo para que possa ser reconhecida a situação de emergência pelo Estado e o encaminhamento a Brasília, o que vai permitir a captação de recursos para ampliar essa obra que não suportou a chuva”, informou o secretário-adjunto de Proteção e Defesa Civil, Abadio José da Cunha Junior.
Em 48 horas choveu em Campo Novo do Parecis mais do que o previsto para o mês todo. Foram 310 milímetros de chuva e três mil pessoas atingidas pelo alagamento.
Desde o início de sábado (11), Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar atuam junto com a Prefeitura em um plano emergencial para ajudar as famílias que não podem ficar em suas casas.
"Nossas equipes estão mobilizadas para dar toda assistência à população. A Secid vai enviar engenheiros para que encontremos uma solução estrutural e não paliativa, caso contrário ano que vem teremos essa mesma situação", disse o governador.
Uma equipe de engenheiros da Secid deve chegar a Campo Novo do Parecis no começo desta semana para fazer um estudo aprofundado da área e propor uma solução definitiva.
"Claro que houve um excesso de chuva, mas é preciso preparar o bairro para impactos iguais a este ou superiores. Vamos analisar quais as contribuições de água que chegam ao bairro, se a drenagem feita é suficiente, se o chamado ‘piscinão’ tem escape. Vamos tratar o assunto com a responsabilidade que o caso requer", garantiu o secretário de Estado das Cidades, Wilson Santos.
Emergencialmente, a Prefeitura e voluntários fizeram um canal e, com apoio de uma máquina, estão fazendo a drenagem do lodo acumulado. Com isso, a maior parte das pessoas alojadas na Escola Municipal Jardim das Palmeiras retornou para suas casas. “Mas o município segue em estado de alerta, pois a chuva não deve parar tão cedo”, lembrou o prefeito Rafael Machado.
Segundo o setor de monitoramento da Defesa Civil, as precipitações só devem reduzir a partir de quinta-feira (16). Até lá, todos os dias devem apresentar 95% de probabilidade de chuva.
Fonte: Repórter MT
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