A média nacional está bem abaixo de outros países da América Latina, como o Uruguai, onde são consumidos cerca de 80 kg de carne bovina per capita por ano, observa o diretor executivo da Acrimat, Luciano Vacari.
Em Mato Grosso, que abriga o maior rebanho bovino do país com um total de 30,230 milhões de cabeças, o consumo interno absorve entre 70% a 80% da produção, acrescenta o diretor do Sindicato das Indústrias Frigoríficas (Sindifrigo/MT), Paulo Bellincanta.
A expectativa de ambos os lados, ou seja, pecuarista e indústria, é que a recuperação econômica do país aconteça e o consumo aumente. “Lá em casa procuramos variar o consumo de carne, mas minha mãe sente falta se não comer carne bovina todo dia”, revela a comerciante Regina Figueira, 45. “Eu ainda compro a mesma quantidade, mas ando escolhendo cortes mais baratos”, expõe o vendedor Maurício Rocha, 20.
Exportação - Se por um lado o consumo interno segue retraído, as exportações de carne bovina em janeiro deste ano superaram os volumes de dezembro, situação inédita nos últimos 6 anos, segundo os analistas do Instituto MatoGrossense de Economia Agropecuária (Imea). Com isso, alimenta-se a expectativa de se vender mais este ano para os clientes internacionais.
Em janeiro foram embarcadas 1725,37 mil toneladas de equivalente carcaça (TEC), sendo 38,71% a mais que igual perí- odo do ano passado. A receita obtida com a venda total foi de US$ 81,070 milhões. O complexo China/Hong Kong continua sendo um dos principais compradores mato-grossense.
Sobre janeiro de 2016, o país obteve alta de 103,26%, registra o Imea. “Embora as exportações de janeiro de 2017 tenham registrado valores favoráveis, isso não deve tranquilizar a indústria, pois o mercado interno é o que impera na bovinocultura de corte, e com a demanda desaquecida, as exportações não conseguem suprir as necessidades das empresas, funcionando apenas como uma válvula de escape”, concluem os analistas do Imea.
Fonte: A Gazeta (foto: assessoria/arquivo)
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