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Prestes a completar dois anos à frente do Palácio Paiaguás, o governador Pedro Taques (PSDB) enfrenta um dos momentos mais críticos de sua gestão, após o empresário Alan Malouf confessar que ajudou o tucano a pagar débitos não declarados de sua campanha eleitoral, em 2014.
Para o analista político Onofre Ribeiro, o episódio não deve afetar a governabilidade de Taques, justamente porque, segundo ele, as pessoas “sabem que seu DNA não é de banditismo”. “Todo Governo começa resolvendo conflitos deixados, mas, em pouco tempo, cria seus próprios conflitos. O governador Pedro Taques teve essa fase inicial, que olhou muito a questão da ética, mas conclui o segundo ano criando seus próprios conflitos, como esse problema da Operação Rêmora [que investigou fraudes na Educação]”, disse.

“Agora, esse episódio não vai afetar a governabilidade. Ele tem prestígio ainda. As pessoas sabem que seu DNA não é de banditismo. Todos sabem. Todo Governo tem esses quebra-molas. Ele vai passar e sobreviver”, afirmou.Onofre acredita que o principal entrave da gestão de Pedro Taques é a “falta de rumo”.

Segundo ele, Taques focou os dois primeiros anos de sua gestão falando sobre “ética” e criticando o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), preso desde setembro de 2015. Enquanto isso, para Onofre, esqueceu-se de tocar grandes projetos no setor econômico e social. “A questão toda é que na cabeça dele a ética era suficiente para governar. E não se governa só com ética. Precisa-se de muitas ações. E ele descuidou das ações. Ética sozinha não resolve. Ética não é obrigação. Ele poderia ter lidado com a ética, mas com um Governo com projeto econômico e social”, disse.

“Agora, ele tem que dar ao Governo dele um rumo, porque não teve um rumo até agora. Ficou muito no discurso subjetivo e acabou não tendo um rumo. Dois anos, os planos que não fez até agora, não fará mais. E ele acabou não fazendo plano nem para um Governo social e nem para um governo econômico”, afirmou. O analista acredita que a única saída para Taques entregar um governo razoável no final de 2018 é fazer uma reforma no Estado, diminuindo os gastos da máquina. “Ele só terá uma opção: que é um governo que vá cuidar do ajuste da máquina. Desenhar um novo Estado, que não seja aquele Estado gastador, burocrático, que dificulta a vida do cidadão”, disse.

A medida já vem sendo planejada por Taques, por meio da reforma tributária que deverá ser enviada à Assembleia Legislativa em 2017. “Mas como um Governo passa por um quebra-molas? Tem que definir uma pauta. E a única maneira dele passar por um quebra-molas agora é essa pauta de reformar o Estado, o ajuste fiscal, deixar o Estado do tamanho que tem que ser, trazer eficiência aos serviços públicos”, completou.
Fonte: MidiaNews
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