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Foto: Angelo Varela/ALMT

 VÂNIA NEVES

Na última terça-feira (18), foi noticiado nacionalmente que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), determinou a venda de ativos e marcas da empresa Rodopa e grupo JBS multando as duas empresas e a Forte Participações em R$ 3,5 milhões.

 Na época, o conselho entendeu que a negociação poderia levar à absorção, pela JBS, de um concorrente relevante, e foi feito um acordo com as companhias em que elas se comprometeram a cumprir uma série de questões, como a venda de marcas e plantas de produção e manutenção dos níveis de abate.Já a multa de R$ 3,5 milhões, aplicada em processo em separado, foi determinada por “enganosidade” porque, de acordo com o conselho, a JBS alegou que desconhecia restrições ambientais e por isso não poderia manter os níveis de abate conforme o acordado, o que o CADE entendeu não ser verdade. O valor deverá ser pago em 10 dias.

Segundo o conselheiro relator do processo, Márcio de Oliveira Júnior, que chegou a dizer que o desfazimento da operação deveria ser adotado imediatamente por conta da postura das empresas, que vinham adiando o cumprimento do acordo. “Diante da situação financeira da Rodopa, isso deve ser modulado para evitar fechamento de plantas, o que causaria queda da oferta e impacto concorrencial”, ponderou.

 

CPI dos Frigoríficos - No mês de junho de 2016, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Frigoríficos da ALMT, ouviu o empresário Sérgio Longo, proprietário das plantas frigoríficas do grupo Rodopa- instaladas nos municípios Sinop e Canarana. Em seu depoimento, Sérgio declarou que as plantas pertencem integralmente à empresa Forte, e ainda confirmou a Forte como controladora das plantas frigoríficas.Questionado pelo presidente da CPI dos Frigoríficos, deputado estadual Ondanir Bortolini (PSD), Nininho, se a empresa Rodopa teria alguma relação com o grupo JBS, Sérgio Longo foi enfático em dizer que não existiu sociedade. “Foi apenas um arrendamento por dez anos que a JBS fez das minhas plantas, que tanto para arrendamento quanto para venda eu deveria comunicar o Cade”, declarou Sérgio.Em seu depoimento, Sérgio Longo - que atualmente reside em Miami (EUA)-, disse não ser sócio, não ter participação e que não tinha interesse no grupo JBS e tão pouco a JBS na empresa Rodopa, porém, os membros da CPI não satisfeitos com o depoimento do empresário mantiveram as averiguações acerca das empresas. De acordo com o deputado Nininho, a decisão do Cade reforça a estratégia da CPI. “Temos trabalhado para identificar possíveis irregularidades no setor frigorífico em Mato Grosso, e desse modo evitar que outras plantas venham a ser fechadas”, ratificou o parlamentar.

 



Fonte: Assessoria
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