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Viviane Petroli

O calendário de vacinação contra a febre aftosa em Mato Grosso será invertido a partir de 2017. A imunização de todo o rebanho bovinos e bubalinos passará a ser realizada em maio, enquanto a campanha de vacinação em animais de 0 a 24 meses passará a ser em novembro. A inversão era uma demanda dos pecuaristas desde 2012. A assinatura do protocolo referente à essa alteração no calendário será realizada na próxima sexta-feira, 12 de agosto, em Rondonópolis, na 44ª Exposul. Mato Grosso é detentor de um rebanho de aproximadamente 29,3 milhões de cabeças de bovinos e bubalinos e a alteração, conforme a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), facilita os trabalhos com os animais, uma vez que o maior índice pluviométrico no último trimestre do ano compromete o manejo sanitário da fazenda.

 

 

A inversão do calendário é solicitada pela Acrimat desde 2012. Na época a primeira solicitação foi protocolada junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Outro pedido foi protocolado em 2014 junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar – antiga Sedraf, ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) e à Superintendência do Mapa em Mato Grosso. E, um terceiro pedido em 2016 oficializado ao Indea e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), que em parceria com a Superintendência do Mapa em Mato Grosso, elaboraram parecer técnico para o departamento de Sanidade Animal do Mapa, em Brasília (DF), avaliar a demanda mato-grossense. Segundo a Acrimat, após a assinatura do protocolo de alteração, será elaborada uma instrução normativa entre Sedec e Indea-MT alterando oficialmente o calendário a partir de 2017.

 

“Inverter o calendário de vacinas, como já é feito em outros Estados, é uma demanda dos produtores que Acrimat levou aos órgãos competentes para otimizar ainda mais os resultados na produção”, pontua o presidente da Acrimat, José João Bernardes. O superintendente da entidade e médico veterinário, Francisco Manzi, explica que “O manejo nos currais é uma parte muito importante para a vacinação, é preciso que ele seja realizado com o menor impacto possível. A maioria das propriedades realizam estação de monta a partir de outubro. Tanto a monta quanto as técnicas como a inseminação artificial por tempo fixo tem sua eficiência prejudicada quando realizadas em conjunto à imunização. Com a alteração, os retornos no campo serão imediatos”. Conforme o presidente do Indea, Guilherme Nolasco, o próximo passo é colocar em prática a mudança do calendário. Ele destaca que isso será feito por meio do apoio de entidades ligadas ao setor produtivo e do Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso, o Fesa. Mato Grosso está há nove anos com índice de cobertura de vacinação contra a febre aftosa acima de 99% do rebanho e há 20 anos livre da doença com imunização.

 

Reconhecimento

 

Durante participação no 15º Congresso Brasileiro do Agronegócio, em São Paulo (SP), na última segunda-feira, 08 de agosto, quando recebeu o prêmio de reconhecimento em apoio ao agronegócio Normam Borlaug", o governador Pedro Taques destacou o trabalho desempenhado pelos pecuaristas mato-grossenses. Questionado por jornalistas após receber o prêmio sobre o crescimento da produção em menos áreas e perspectivas para o futuro, Taques frisou que a pecuária mato-grossense era um exemplo, por meio do trabalho desenvolvido pela Acrimat com os produtores, principalmente no que tange a questão sanitária.

 

Maio

 

Em maio, foram imunizadas 12.147.115 milhões de cabeças de bovinos e bubalinos com idade entre 0 e 24 meses. O volume corresponde a 99,4% dos animais com idade até dois anos. Foram realizadas vacinações oficiais em 2.909 propriedades, quando os animais são vistoriados para a verificação da sanidade do rebanho, de acordo com a diretora técnica do Indea, Daniella Bueno. “A vigilância veterinária constante confere segurança da ocorrência de doenças infectocontagiosas de interesse para a defesa sanitária animal". 



Fonte: agroolhar
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