O que era tratado apenas como conversas de bastidores, acabou confirmado pelo senador Cidinho Santos (PR): o grupo ligado ao ministro da Agricultura, senador mato-grossense Blario Maggi (PP), trabalha para pavimentar seu caminho à disputa da Presidência da República, em 2018. Ele revelou para o Olhar Direto que algumas das ações do Ministério da Agricultura são estratégicas para alavancar Maggi na sucessão presidencial.Teria pesado também na tese do ministro da Agricultura a disposição do presidente em exercício Michel Temer (PMDB) em realizar um “governo de transição e conciliação nacional”, não sendo candidato à reeleição. A tendência é de que Temer seja efetivado pelo Congresso Nacional, em agosto, como substituto da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), embora existam alguns que acreditem em reviravolta.
Desde quando desistiu de disputar o governo de Mato Grosso, em 2014, quando o governador José Pedro Taques se elegeu no primeiro turno, Maggi já teria o plano de disputar a Presidência. Há poucos dias, em entrevista para o Olhar Direto, ele disse que não aceitaria ser governador novamente “nem se fosse nomeado”, porque o orçamento é excessivamente apertado e não há sequer “permissão de sonhar”.“A disposição dele é de disputar a Presidência e a própria cúpula do Partido Progressista, o PP, trabalha isso, internamente”, revelou Cidinho Santos, considerado um dos principais interlocutores de Blairo, nos últimos anos.
Trajetória de desafios
A própria trajetória de Maggi credencia-o a missões consideradas com escassas chances de vitória, como representa sua intenção de disputar a Presidência da República.Blairo Maggi ingressou na vida pública em 1994, quando era o rei da soja, como suplente do senador Jonas Pinheiro (in memorian). Ele chegou a assumir a cadeira, no Senado, e teve seu nome lançado para o governo de Mato Grosso, então no PPS, em 2001. A morte do empresário André Maggi, seu pai, levou-o a recuar do pleito.Todavia, apelos de diferentes segmentos, especialmente do agronegócio e dos principais prefeitos da época, Roberto França (PPS), de Cuiabá; Jaime Campos (DEM), de Várzea Grande; e Percival Muniz (PPS), de Rondonópolis, fizeram com que reassumisse a candidatura, para não permitir que o PSDB, favoritíssimo na época com a candidatura do senador Antero Paes de Barros, fosse vitorioso por “W.O.”, como se alardeava.
Blairo Maggi foi candidato a governador e se elegeu, no primeiro turno. Depois, em 2006, novamente tendo Antero como principal concorrente, se reelegeu no primeiro turno. Em 2010, saiu candidato ao Senado e elegeu com mais de um milhão de votos válidos, muito mais que o então governador reeleito Silval Barbosa. Foi o quinto senador mais votado do Brasil, proporcionalmente, na ocasião.
Desde então vem atuando no Senado em diferentes comissões e, junho deste ano, a convite de Michel Temer, com aval do PP, assumiu o Ministério da Agricultura.
Fonte: Olhar Direto
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