O turismo tem a capacidade de transformar e desenvolver regiões e países. É esta a expectativa de empresários e empreendedores da cadeia de turismo de Alta Floresta e Paranaíta. Essa região está vivendo um empolgante processo de transformação da economia, baseado em seus potenciais turísticos. O Sebrae em Mato Grosso e as usinas da Companhia Hidrelétrica Telles Pires (CHTP) e da São Manoel Energia estão participando deste momento transformador.
A extração mineral e de madeira foi responsável pelo povoamento e colonização dessa região, nas décadas de 70 e 80 do século passado. Atualmente a principal atividade econômica é a pecuária, porém o turismo está se revelando, nos últimos anos, uma excelente fonte de oportunidades para empresários e empreendedores.
O turismo de negócios e eventos, especificamente, já é forte em Alta Floresta e cria bons resultados para meios de hospedagem, estabelecimentos de alimentação fora do lar e segmento de transportes. O acesso aéreo à região é feito via Aeroporto Municipal Piloto Oswaldo Marques Dias. Boa parte de empresários, que vai ao norte de Mato Grosso fazer negócios, chega de avião nesse aeroporto.
A construção das usinas hidrelétricas da CHTP (Companhia Hidrelétrica Telles Pires) e da São Manoel Energia na região aumentou o movimento de negócios e o fluxo de pessoas em visita às duas cidades.
A pesca esportiva é o segundo segmento turístico em Alta Floresta e região a atrair visitantes de fora, seguido do ecoturismo e do turismo cultural, segundo a Secretaria Municipal de Turismo.
Divisor de águas
Há três anos, o Projeto de Desenvolvimento do Turismo, realizado pelo Sebrae MT em parceria, inicialmente, com a CHTP, e desde o ano passado, com a São Manoel Energia, tem mobilizado e reunido donos de hotéis, pousadas, bares, restaurantes, agências de viagens, empresas de transporte, entre outros segmentos. O objetivo do projeto é construir, fortalecer e consolidar o destino Amazônia Mato-grossense, criando oportunidades para os pequenos negócios e o empreendedorismo. A meta é constituir a região como um novo polo de turismo do país.
O trabalho é baseado no conceito de governança exercida por quatro grupos de empresários participantes do projeto: Grupo Gestor de Turismo de Alta Floresta; Grupo Gestor de Turismo de Paranaíta; Grupo Gestor de Gastronomia de Alta Floresta e Paranaíta; e Grupo Gestor de Observação de Aves.
Eles debatem e decidem as próximas ações e objetivos do projeto. As prefeituras municipais das duas cidades são parceiras e os apoiam. As reuniões dos grupos são animadas e o entusiasmo de seus participantes é contagiante.
“As ações do Sebrae e das usinas CHTP e São Manoel Energia em nossa região são um divisor de águas. Graças a esta parceria e apoio, hoje, contamos com Plano Municipal de Turismo, Plano de Marketing do Turismo e o Inventário de Oferta Turística de Alta Floresta e Paranaíta. Já tivemos outros projetos na região, mas nem sempre geraram resultados”, declara Célia Castro, técnica da Secretaria Municipal de Turismo de Alta Floresta.
O Conselho Municipal de Turismo de Alta Floresta (Comtur) está sendo reativado. O Plano Municipal de Turismo deverá ser aprovado como lei, ainda este ano, para garantir a continuidade dos esforços e planejamento do destino. “O turismo já é setor dos mais significativos para a economia local e regional. A tendência é de se tornar cada vez mais importante”, prevê Célia.
Tânia Zanette, secretária municipal de Turismo de Paranaíta, concorda. “Nosso futuro é o turismo”, resume. Principalmente depois que a construção das duas usinas hidrelétricas for concluída, argumenta Tânia. A economia regional foi favorecida pelas obras da CHTP, que já terminaram. No momento, a Usina São Manoel está em andamento. “É, agora, que temos de planejar e organizar o setor”, enfatiza a secretária. O movimento de operários e executivos das duas usinas na cidade tende a diminuir, esclarece.
Em Paranaíta, o Grupo Gestor de Turismo conseguiu aprovar a lei que criou o Conselho Municipal de Turismo (Comtur). No momento, está escolhendo os nomes de seus representantes para integrá-lo (cinco vagas para órgãos públicos e cinco para sociedade civil organizada). Outra meta é trabalhar pela regulamentação do acesso ao sítio arqueológico Pedra Preta e apoiar a CHTP para transformar a usina em centro de visitação.
O Grupo Gestor de Observação de Aves elegeu como prioridade o mapeamento dos pontos de observação em Alta Floresta e Paranaíta, como forma de estimular a sociedade local a conhecer e valorizar este potencial.
Gastronomia
A última deliberação do grupo de gastronomia, no mês passado, foi o agendamento da terceira edição do Festival Gastronômico Sabores da Floresta, que será de 6 a 30 de novembro próximo. Este ano, o tema do evento será o Centenário de Ariosto da Riva, fundador da cidade, comemorado em 2015.
“Nosso foco é trabalhar o rio, a produção rural e a floresta. Vamos mobilizar os agricultores familiares, associações e novas empresas para participarem do festival”, resume Marta Torezam, gerente de Marketing e Comunicação do Sebrae MT e consultora de planejamento estratégico do projeto.
O Sabores da Floresta já faz parte do calendário oficial da região. Restaurantes, bares, hotéis e pousadas participam com pratos especiais elaborados com frutos e produtos da região, somando a cultura gastronômica local e dos moradores que migraram de outros estados. O sucesso do festival foi registrado no livro recém-lançado Sabores da Floresta, que traz as receitas da edição do ano passado. A publicação está a venda na agência do Sebrae em Alta Floresta.
“Onde há turismo, tem de haver gastronomia”, resume Leana Reis, coordenadora do Grupo Gestor de Gastronomia. O festival acelera o desenvolvimento do polo, ressalta. “Sem o festival, as coisas não estariam indo tão rápido. Ele empolga e une os empresários”, justifica.
A próxima edição do Sabores da Floresta vai surpreender, prevê Rodrigo de Carli, proprietário da Divina Pizza. “Será melhor do que as edições anteriores”, garante.
Fonte: Vanessa Brito

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