As forças de segurança estão preparando uma estratégia para retomar a posse da área da empresa Rohden Indústria Lígnea, invadida no começo de abril por cerca de 400 pessoas.
As forças de segurança estão preparando uma estratégia para retomar a posse da área da empresa Rohden Indústria Lígnea, invadida no começo de abril por cerca de 400 pessoas. A ação tem como base a ordem de reintegração de posse deferida pela Justiça em caráter liminar. A preocupação, que antes era pelo dano ambiental que está sendo causado na área – a única de Mato Grosso certificada pelo selo verde internacional da Forest Stewardship Council – agora também está na insegurança vivida pelos funcionários e administradores da empresa.
Conforme já noticiado pelo DIÁRIO, o Sindicato Rural de Juína denunciou a invasão de ao menos 22 áreas privadas no interior do estado. No entanto, as invasões estão sendo promovidas por quadrilhas, sem nenhuma ligação com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terras (MST). Inclusive, na invasão da Fazenda Rosahmar, da Rohden, um vereador de Juruena estaria diretamente ligado ao caso.
A fazenda conta com 25 mil hectares, e ao menos seis mil são destinado s ao manejo florestal. Um dos diretores da empresa, Fellipe Stuhler, conversou com a reportagem, e contou que vem buscando formas legais para que a desocupação ocorra. Antes, a preocupação era com os danos ambientais que estão sendo causados pelos invasores, mas no último sábado, sinais de violência explícita foram vivenciadas por caseiros e trabalhadores da fazenda.
“Eles estão roçando, derrubando árvores e dividindo a área em lotes. Estão pedindo dois mil reais para cada um. R$ 500 de entrada e dois cheques de R$ 750. Tem até topógrafos aqui, abrindo a área”, disse ele.
No último sábado, eles começaram a agir em uma área de 10 metros, onde tem uma casa de caseiros, que cuidam da área. “Foi quando ao menos oito pessoas chegaram armadas, gritando e dando tiros para cima. Os caseiros correram para se esconder no mato”, contou.
Em seguida, o vereador envolvido teria alarmado na cidade que os caseiros mataram pessoas do acampamento. “Virou uma confusão, a força tática das cidades próximas vieram acompanhar, foi uma correria e desespero. Mas, quando chegaram lá, não tinha nada. Foi uma situação plantada”.
Depois disso, ele lembrou que os invasores ainda fecharam a rodovia, colocaram fogo em duas casas dos caseiros da empresa e ainda o prenderam e levaram para a polícia, por estar em posse de uma arma de fogo sem autorização.
“O caseiro foi amarrado, rendido e ainda o levaram para a polícia, como se tivesse feito algo errado. A polícia nada fez sobre eles. Estamos desesperados, pedindo ajuda e aguardando a reintegração de posse”, finalizou.
Ontem, o major Wesmensandro Auto Rodrigues, do 21º Batalhão da PM, sobrevoou a área invadida para fazer o levantamento e em seguida, traçar um plano de ação, que deve ser colocado em prática nas próximas semanas.
Acerca dos crimes ambientais que estão ocorrendo nas áreas, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) já foi informada da ação dos grileiros e explicou que uma equipe técnica da pasta irá fazer um levantamento da situação de cada propriedade afetada, conforme denunciado pelo Sindicato Rural, para em seguida, tomar uma atitude.
O DIÁRIO entrou em contato com o vereador que participa da invasão, mas ele não estava na Câmara dos Vereadores. Já seu celular estava desligado. Na ação de reintegração de posse proposta pela Rohden e deferida pela Justiça, ele aparece como requerido. A identidade do parlamentar não foi citada, já que não foi encontrado para comentar a situação.
Fonte: diariodecuiaba.com.br
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