Trabalhador rural americano explica para produtor Paulo Carvalho o dia a dia da fazenda de gado
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Diferente do Brasil, que possui o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) para capacitar os produtores e trabalhadores rurais, sem custo para o participante, os agropecuaristas dos Estados Unidos precisam contratar empresas para treinar a mão de obra utilizadas nas fazendas. Eles também enfrentam diversas dificuldades para qualificar a mão de obra. Essas diferenças foram pontuadas pelos produtores rurais que participaram da Missão Técnica Aos Estados Unidos, realizada no início do mês.
As missões técnicas realizadas pelo Sistema Famato/Senar são uma forma de qualificar o produtor mato-grossense. Ao conhecer como funciona as cadeias produtivas e o mercado de outros países, eles fazem as comparações, discutem dificuldades em comum com os países visitados e voltam para os municípios onde moram cheios ideias para implantar em suas propriedades.
Uma diferença marcante observada pelos mato-grossenses, especialmente na região do Estado do Kansas, é que a universidade é muito presente na vida do produtor. A instituição de ensino cria programas para atendê-los e oferta a extensão rural, sem custos para os fazendeiros. A sociedade rural recompensa a entidade de ensino com doações para financiar programas e projetos.
A Universidade Estadual do Kansas (Kansas State University), entidade pública, possui o Programa de Treinamento de Produtores de Leite do Kansas (Kansas Dairy Koaching Program), comandado pelo professor-doutor Luís Delamanha. Um brasileiro que vive em Manhathan (KS). O Dairy Koaching funcionou por três anos e desde janeiro deste de 2016 o professor reformulou o programa. Agora se chama Dairy Records Intelligent Network (DRINK), que em tradução livre significa Rede inteligente de registros lácteos. "Prestamos a assistência técnica ao produtor de leite. O programa atende o sudoeste do Kansas que abrange a maior parte das vacas leiteiras, são 11 fazendas que representam cerca de 40% das vacas do Estado", explica o professor doutor.
A maior dificuldade encontrada na capacitação da mão de obra destes profissionais é a que atividade é feita por não-americanos, muitos em situação irregular no país, o que dificulta a permanência em uma só fazenda. "A alta rotatividade da mão de obra no campo prejudica muito a capacitação, por isso mudamos o foco. Com o DRINK vamos orientar os líderes das propriedades, que trocam de emprego muito pouco. Os líderes terão a missão de repassar as informações aos novatos e aos que já atuam na propriedade", completa a informação o orientando de doutorado, também brasileiro, e que é braço direto do professor doutor noDRINK, Alexandre Scanavez.
No Brasil o Senar-MT tem desenvolvido a mão de obra do campo. A instituição possui 234 cursos voltados para as 15 principais cadeias produtivas do Estado. Para a Bovinocultura, são 67. Na avaliação do produtor rural mato-grossense Paulo Carvalho, que já realizou diversos treinamentos ofertados pelo Senar-MT na sua propriedade o sucesso da fazenda se deve ao trabalho dos vaqueiros, capatazes e diversos outros trabalhadores da fazenda. "A valorização da profissão faz com eles trabalhem com mais empenho e o Senar-MT tem ajudado muito, pois qualifica o pessoal e eles desenvolvem a função da melhor maneira possível", comentou.
O gerente de Educação Formal Rural e Assistência Técnica (Gefat) do Senar-MT, Armando Urenha, lembra que desde 2015 a instituição de ensino rural mato-grossense desenvolve o programa SenarTEC, com objetivo de prestar assistência técnica aos produtores. "O piloto do programa foi o SenarTEC Leite, voltado para bovinocultura de leite. Atendemos 120 propriedades cadastradas desde o início do programa e em cinco meses de assistência observou-se aumento de 28% na produção de leite nestas propriedades", argumentou.
O Senar-MT juntamente com a Famato, o Imea e os 89 sindicatos rurais formam o Sistema Famato, que dá suporte para o desenvolvimento sustentável do agronegócio e representa os interesses dos produtores rurais do Estado. O Senar está no Facebook e no Instagram. Curta a Fan Page www.facebook.com/SenarMt e a conta @senar_mt.
Fonte: Gecom Senar-MT | ||||||||||||
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