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Operação Sangue Verde do Ibama, com o apoio da Força Nacional, iniciada na semana, já resultou na aplicação de R$ 14,7 milhões em multas a invasores que realizavam extração ilegal de madeira na Terra Indígena Manoki, em Brasnorte, distante 580 km de Cuiabá.


Os primeiros alvos fiscalizados foram as fazendas Machadinho, Onça Parda, Elo Verde e Aprusma, onde os fiscais identificaram casos de desmatamento ilegal, exploração seletiva de madeira e descumprimento de embargos, motivando a aplicação de R$ 14.741.968,00 em multas e novos embargos que somam 5.535 hectares. Foram apreendidos dois tratores, três motosserras e 290 m³ de madeira, o que equivale à carga de 4 caminhões Bitrem.

Diversas fazendas foram notificadas a apresentar documentos de seus responsáveis. Um trator encontrado em área de desmate ilegal, sem identificação e sem condições de remoção, foi destruído para evitar novos ilícitos. Uma arma foi apreendida e uma pessoa foi presa por porte ilegal de arma de fogo.


O gerente executivo do Ibama em Juína, Evandro Selva, alerta que “pessoas de boa fé estão adquirindo terras de invasores, na expectativa de realizar o 'sonho da terra própria' e na verdade estão jogando dinheiro fora. Antes de qualquer transação de terras na região orientamos que se consulte a Funai e a Sema, para verificar os limites da Terra Indígena”, conclui Selva.

A Terra Indígena Manoki ocupa uma área de uma área de 206.455 hectares, coberta de florestas a oeste do rio do Sangue e leste da T.I. Irantxe. Foi reconhecida oficialmente em 2002 e sua demarcação ocorreu em 2008. Essa região abrigou no passado inúmeras aldeias Manoki, locais sagrados e nos quais seus antepassados estão enterrados.

Os agentes do Ibama continuam fiscalizando a região e novas autuações devem ocorrer até o final da operação.

Fonte: Ascom / Ibama/MT - Fotos: Evandro Selva e Edilson Fagundes/Ibama
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