Parecia o cenário ideal para o PMDB a vinda do senador José Medeiros para a sigla, no curso da onda aberta pela janela partidária. A ideia foi cogitada e nunca o partido estivera tão perto de alcançar este objetivo. Surpreendentemente, porém, teve pmdbista chutando o balde.
Depois de tantos convites e expectativa, o presidente regional e deputado federal Carlos Bezerra pôs definitivamente tudo a perder, e de propósito. O parlamentar optou por criticar o governador do Estado e padrinho do senador da República, Pedro Taques (PSDB). Bezerra escolheu seu lado, atacou o governador e defendeu o preso Silval Barbosa. Tudo num único dia.
Contra Medeiros, Bezerra não se manifestou, mas antes tivera-o feito. Foi se meter logo com o PSDB, que só não traz o senador se não quiser. Inclusive, a ida de Medeiros para o PMDB tinha ligação direta com o projeto político tucano.
A ideia era simples: Medeiros, com o aval do governador do Estado e padrinho, aceitaria ir para o PMDB em prol do projeto político de Pedro Taques. O governador manteria assim os amigos perto e os inimigos ainda mais, dentro das estratégias pensadas junto ao partido para as eleições deste e dos próximos anos. Todo mundo ganharia, inclusive o PMDB.
Aliás, talvez o principal beneficiário seria o PMDB, se levada em conta a atual situação da sigla. Pouca proximidade e presença popular, além da nota zero no quesito renovação. O PMDB, a nível de Estado, está à míngua e ancorado em sobrenomes nada, digamos, glamorosos, como o dos Riva.
Resumindo: Bezerra embirrou de vez e não se sabe o motivo, tirou uma boa oportunidade das mãos do PMDB e comprou uma briga de gente grande com Pedro Taques. Se antes tinha algo a ganhar, agora tem mais chance é de amargar mais uma péssima escolha.
Coisas de PMDB.
Fonte:.Gazeta MT
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