O ano letivo da rede pública estadual de ensino, que começou na segunda-feira (15) em Mato Grosso, precisou ser adiado em Cáceres, Várzea Grande, Sinop e Juína por falta de professores.
Mas o secretário-adjunto de Políticas Educacionais da Seduc, Gilberto Fraga de Melo, aponta que essa não seria uma boa explicação para as aulas não terem começado, pois as escolas nunca tiveram todo o quadro de horários definido na primeira semana. Além disso, uma nova convocação para os professores que estão no cadastro de reserva também estava programada para ocorrer nesta semana.
“Em nenhum outro momento nós conseguimos completar o quadro das disciplinas no primeiro dia de aula. Então isso significa que a motivação não é essa. Tentamos arrumar o quadro para que todos os 400 mil alunos que temos matriculado em 754 unidades escolares tivessem aula no dia 15 de fevereiro”, disse o secretário.
Segundo Gilberto, o que acontece é que existe uma resistência dentro das escolas ao novo processo seletivo simplificado de professores. Antes, essa escolha era realizada pelas unidades escolares, mas neste ano o processo foi centralizado na Seduc. A mudança não agradou todas as escolas e professores.
“O que acontecia antes era uma injustiça, porque nós tínhamos professores com pontuação 50, que conseguiam esse número através de qualificação em cursos e que muitas vezes procuravam uma escola para trabalhar e não tinha mais vagas. Já os professores que tinham apenas 20 pontos ficavam tranquilos porque sabiam que iriam conseguir vaga em determinada escola em que ele já estava acostumado a trabalhar. Então essa foi uma forma de melhorar a educação, porque os professores se qualificando, os alunos de certa forma vão receber um melhor aprendizado também”, explicou o secretário.
No entanto, essa manifestação logo no começo do ano letivo deve prejudicar tanto alunos quanto professores, já que a Seduc garantiu que vai cobrar o cumprimento de toda a carga horária do ano letivo. Assim, em algum momento será preciso repor os dias de paralisação.
“O ano letivo estava programado para começar dia 15 de fevereiro e terminar dia 23 de dezembro. Parando dois dias ninguém vai querer trabalhar dia 24 e 25 e a carga horária deve ser cumprida”, finalizou.
Fonte: Hipernoticias
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