Os alunos das escolas de Ensino Fundamental Antônio Epaminondas e José de Mesquita, ambas de Cuiabá, já contarão com uma programação diferenciada neste novo ano letivo. De acordo com o secretário-adjunto de Política Educacional, Gilberto Fraga de Melo, a ideia é que os adolescentes passem os dois períodos na escola, dispondo de uma educação que discuta e construa valores e cidadania.
Além das escolas da Capital, os colégios de Ensino Médio Pindorama e André Maggi, de Rondonópolis, Daury Riva, em Juara, e Alfredo de Araújo Granja, em Arenápolis, também foram alcançados pelo projeto que prevê ampliação de recursos em diversas áreas, para melhoria de infraestrutura, equipamentos e remodelagem da estrutura organizacional.
“Não gosto muito de me referir a essa ideia como piloto porque é uma coisa que não sabemos se vai dar certo ou não. Estou confiante com esse novo programa de ensino e tenho certeza que vai expandir. Nosso propósito é que 30 escolas funcionem em tempo integral até 2018”, estimou o secretário-adjunto.
A nova matriz prevê que, além das 800 horas com conteúdos de geografia, matemática, língua portuguesa, história e ciências sociais, os estudantes terão atividades culturais, artísticas, esportivas e formação social em aulas de música, artes cênicas e visuais, mídias digitais, rádio escolar e fotografia.
“Tudo foi planejado para que possamos agradar todos os gostos e os alunos não irem para a escola pensando que agora vão ficar em um espaço chato ao quadrado. Esse projeto também irá despertar o desejo profissional em alguns, já que vão trabalhar o dia a dia de um jornalista, economista e outras grandes áreas”, observou.
REESTRUTURAÇÃO
A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) ainda não tem números de quantos estudantes já serão inseridos no programa, porque algumas escolas ainda não fecharam os cadastros de matrícula e de transferência. Porém, os espaços serão reestruturados conforme a necessidade de cada unidade.
“Temos escolas no interior que já estão adaptadas com esse tipo de trabalho, até porque já têm programações culturais e de arte. Muitos já afirmaram que o ensino público não tem adequações nem para as atividades normais da grade, mas posso assegurar que todas as escolas vão ser reestruturadas para ter aulas de dança, músicas, artes cênicas e fotografia”, comentou.
A Escola Estadual Professor Nilo Póvoas, por exemplo, será preparada neste ano para que em 2017 possa também se enquadrar no projeto. Gilberto disse que a estrutura é boa e a escola tem capacidade para atender os estudantes, já que tem salas de informática, de dança, artes marciais e quadra poliesportiva coberta, além de ter capacidade baixa de atendimento, porque os alunos não moram na redondeza.
“Muitos alunos acabam terminando o segundo grau sem um norte para onde devem seguir. Nós queremos justamente dar oportunidade para que eles desenvolvam uma aptidão profissional”, destacou.
O professor de física Waldir Montenegro acredita que essa pode ser uma ideia para resolver a crise que a escola Nilo Póvoas já vem enfrentando devido à falta de alunos. No ano passado, os professores trabalharam apenas com três turmas no período vespertino e as aulas noturnas foram encerradas.
“Esse pode ser um gás para a escola não fechar e tomar um novo rumo. A ideia é interessante, no entanto, a Secretaria de Educação acaba só impondo as coisas e não ouve os professores, pais e alunos. Sala de aula é o local menos atrativo para o jovem, e isso precisa ser revertido”, afirmou o professor.
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